Seção: Comentários Teleco

05/01/06


Tim desacelera e celular deve crescer no Natal menos que em 2004

 

 

A Tim, que vinha liderando o crescimento do celular desde maio, desacelerou em outubro e cresceu em adições líquidas menos que a Claro e a Oi. A Tim perdeu market share em Nov/05 e apresentou adições líquidas de 207 mil celulares, mesmo número que a Vivo. A Vivo vem apresentando baixo crescimento em todo o ano e teve o seu market share reduzido de 40,46% em Dez/04 para 35,40% em Nov/05.

 

Milhares

Market Share

Adições Líquidas de Celular
Out/05 Nov/05 Set/05 Out/05 Nov/05
Vivo 35,63% 35,40% 47 107 207
TIM 23,07% 23,01% 343 391 207
Claro 21,77% 21,79% 284 286 259
Oi 11,46% 11,59% 244 342 234
Telemig/Amaz 5,28% 5,32% 16 42 92
BrT GSM 2,23% 2,33% 102 68 107
CTBC 0,45% 0,46% 13 6 13
Sercomtel Cel. 0,11% 0,10% 1 1 -7
Total Celulares 81.240 82.352 1.050 1.242 1.112

 

O Brasil terminou novembro com 82,3 milhões de celulares tendo apresentado no mês um crescimento de 1,4% e adições líquidas de 1,1 milhões de celulares. A densidade atingiu a marca de 44,5 celulares por 100 habitantes. O crescimento acumulado até nov/05 foi de 16,7 milhões de celulares, inferior ao projetado pelo Teleco de 17,9 milhões.

 

O mês de novembro confirmou a tendência de desaceleração do crescimento do celular iniciada em setembro, apresentando um crescimento menor que o de outubro que foi de 1,2 milhões de novos celulares.

 

 

O baixo crescimento de Nov/05 é reflexo da menor agressividade das promoções das operadoras no segmento pré-pago. As usuais promoções de pré-pago por R$ 99,00 foram substituídas por um preço mínimo de R$ 199,00, preço este similar ao de outros bens como o desejado DVD. O mesmo não ocorre no segmento pós-pago onde continuam as promoções com subsídio quase total do preço do telefone celular. O percentual de celulares pré-pagos que era de 81,18% em Ago/05 caiu para 80,85% em Nov/05.

 

A tendência de um crescimento menor, repetindo os últimos três meses, deve se estender para dezembro. É grande a probabilidade de, pela primeira vez na história da competição no mercado de celulares, o mês do Natal ter um crescimento menor que o do mês do "Dia das Mães", que foi de 2,9 milhões de celulares. A tabela a seguir apresenta uma comparação do crescimento nos meses de maio, novembro e dezembro nos anos de 2003 a 2005.

 

Adições Líquidas de Celulares

Milhares
2003
2004
2005
Maio
1.005
2.073
2.950
Novembro
1.123
1.524
1.112
Dezembro
3.363
4.417
-

 

Mantidas estas tendências o Brasil deve terminar 2005 com um número de celulares entre 85 a 86 milhões e uma densidade de 46 celulares por 100 habitantes.

 

O Brasil exportou 30 milhões de celulares entre Jan-Nov de 2005 (mais detalhes). Segundo dados da Abinee a produção de celulares em 2005 deve ser de 60 milhões, sendo 30 milhões para o mercado interno que seriam absorvidos pelas adições líquidas (16,7 milhões até Novembro) e pelo mercado de reposição.

 

Diante deste quadro pergunta-se:

  • Um crescimento menor no último trimestre do ano levará a um aumento do estoque de celulares por parte do varejo, operadoras e fabricantes. Estes estoques altos podem incentivar promoções nos últimos dias de dezembro e início de janeiro?
  • O baixo crescimento do celular nos últimos meses deve-se à densidade alcançada no Brasil ou à diminuição de promoções para o celular pré-pago? Este baixo crescimento do pré-pago é um sinal de uma mudança de estratégia de parte das operadoras? Qual o impacto no crescimento do celular em 2006 e no papel do celular como instrumento de inclusão social?
  • A Rússia passou de uma densidade de 51,6 cel/100 hab em Dez/04 para 82,5 cel/100 hab em Nov/05. Qual o limite para o crescimento do celular no Brasil?
  • Que impacto o menor crescimento terá nas receitas das operadoras de celular? O menor crescimento do número de celulares deixa espaço para um maior crescimento da telefonia fixa e VoIP?

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Comentário de Antonio Carlos

Bem, apesar da queda de crescimento a parti de setembro a novembro acredito que 12/05 deve fechar com um crescimento maior que 12/04.Com foco no segmento pós -pago deve haver um aumento, pois as três principais operadoras de GSM estão oferecendo celulares a R$ 1,00 no plano conta fixa de R$ 35,00.De fato a líder do mercado deve continuar sua perda de Marketing share pois não poderia competir com esses preços pois sua opção tecnológica não permitiria, pois seus aparelhos possuem um custo mais elevado, para a VIVO é possível que ela feche o ano com 35% de marketing share, a TIM por sua vez deve mover-se para 23.40%, a Claro para 22.10% e a OI deve 11.95%.Sobre a quantidade de celulares que o Brasil deve fechar em 2005 ficará com certeza na casa dos 89 milhões de celulares visto que apesar da desaceleração dos meses 09 10 11 ficar compensado pelos aumentos dos meses anteriores.E o padrão tecnológico deverá se consolidado pelo GSM, como em toda América Latina.Visto que esse padrão estar ocupando espaço até em na América do Norte.Como divulgado na mídia (http://www.wnews.com.br)

 

"Siemens não acredita que a tecnologia CDMA continuará por muitos anos dentro dos Estados Unidos. É o que revelou Christoph Catselitz, diretor de redes móveis da empresa, em entrevista ao jornal finlandês Taloussanomat.

 

Segundo Catselitz, os americanos estão começando o processo de migração do CDMA para o GSM já em curso na América Latina. "Eu não apostaria que a América do Norte continuará com CDMA".

 

Por fim acredito em um aumento após a inclusão da TV digital no Brasil pois haverá maior a interatividade nas programações .

 

 

Comentário de Jose Guilherme

Acredito que a perda de market share da Vivo é um processo inevitável, principalmente devido à alta agressividade de preços das operadoras concorrentes e pelas possibilidades que a tecnologia GSM oferece (principalmente a facilidade de troca de operadora mantendo-se o mesmo aparelho).Aponto como maior problema da Vivo o fato dela ter escolhido a tecnologia certa para o país errado. A tecnologia CDMA e suas respectivas evoluções oferecem inúmeras possibilidades de serviço, muito maiores das oferecidas pelo GSM, porém, para isso, é necessário um amplo público consumidor com poder aquisitivo suficiente para fazer uso dos mesmos.

 

Existe público para serviços de dados no Brasil, porém é muito pequeno perto da grande maioria da população que tem seu telefone celular para simplesmente falar fazer e receber chamadas. E é aí que o baixo custo do GSM tem sua grande vantagem em nosso país: a tecnologia não permite altas velocidades de conexão como um CDMA EV-DO, porém tem uma qualidade excelente no serviço de voz, e é isso que importa para a maior parte das pessoas.

 

E é por esse motivo também que não consigo imaginar tão cedo uma atualização das atuais redes GPRS/EDGE para W-CDMA pelas operadoras GSM, pois não justificariam, pelo menos por enquanto, o investimento necessário.

 

Já com relação ao comentario anterior, que faz referencia a uma declaração do diretor da Siemens, sou obrigado a discordar completamente. Das três maiores operadoras de celular dos EUA, duas são completamente CDMA (Verizon Wireless e Sprint PCS). Ambas acabaram de evoluir suas redes para o CDMA EVDO. Não consigo imaginar que as duas operadoras abandonem suas redes de 3G recém lançadas em favor do GSM.

 

E a maior operadora do país, a Cingular Wireless, lançou seu serviço W-CDMA (UMTS/HSDPA) em 52 regiões metropolitanas dos EUA em 6 de dezembro. Por esses motivos, acho descabida a afirmação do diretor da Siemens, pois sair da tecnologia CDMA EVDO para a GSM é completamente sem sentido.

 

 

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