Seção: Comentários Teleco

 04/01/06


Balanço de 2005

 

 

Um balanço do crescimento do número de usuários no Brasil, baseado nas estimativas do Teleco para Dez/05, apresenta as seguintes conclusões:

  • O celular liderou o crescimento com adições líquidas de 20 milhões, atingindo a marca de mais de 85 milhões de celulares e uma densidade de 46 cel/100 hab. O Brasil terminou 2005 como o 5º país do mundo em número de celulares, atrás da China, Estados Unidos, Rússia e Japão.
  • O número de telefones fixos em serviços manteve-se estável e já corresponde a 47% do número de celulares.
  • O número de acessos banda larga à internet cresceu 68% em 2005 terminando ano com 3,8 milhões, enquanto o número de usuários residenciais permaneceu constante (Mais detalhes).
  • Segundo dados da Anatel o número de assinantes de TV por assinatura atingiu 4,1 milhões com crescimento de 7% no ano.

As operadoras de Celular aumentaram sua cobertura para 88,6% da população e 65,9% do municípios brasileiros. Existe competição no celular para 85% da população que é atendida por 2 ou mais operadoras.

 

Número

operadoras

% Pop. Brasil

% Municípios Brasil

2004

2005

2004

2005
4 37,2% 38,7% 12,5% 16,4%
3 40,5% 42,8% 16,6% 19,8%
2 4,5% 3,5% 8,6% 8,0%
1 4,5% 3,6% 11,8% 11,6%
Nenhuma 13,1% 11,4% 50,5% 44,1%

 

Na telefonia fixa, para atender às metas de universalização, as concessionárias passaram a atender com acessos individuais todas as localidades com mais de 300 habitantes e com telefones públicos (TUP) as localidades com mais de 100 habitantes.

 

Um balanço do ano apresenta ainda os seguintes destaques:

  • A receita bruta das operadoras de telefonia fixa, celular e TV por assinatura no Brasil deve atingir R$ 105 Bilhões em 2005. Já o faturamento da indústria de telecomunicações, segundo a Abinee, foi de R$ 17 Bilhões em 2005.
  • VOIP foi a tecnologia quente de 2005, escolhida em enquete do Teleco por 46% dos votantes. O número de prestadoras de VOIP pela Internet explodiu e atingiu 37. (Consulte)
  • O GSM consolidou-se como principal tecnologia de celular no país terminando o ano com 50% dos celulares do país.
  • A TIM consolidou-se como a segunda operadora em número de celulares e a Vivo, 1ª colocada, perdeu mais de 5 pontos percentuais de market share em 2005.
  • O celular continuou sendo o produto mais exportado da indústria eletro eletrônica. Em 2005, as exportações de celulares superaram os US$ 2,2 Bilhões, tendo sido exportados mais de 30 milhões de telefones celulares. Segundo dados da Abinee foram fabricados 60 milhões de celulares no Brasil em 2005.
  • Foram assinados os novos contratos de concessão para a telefonia fixa, válidos a partir de 2006 pelos próximos 20 anos (Mais detalhes).
  • O desfecho do conflito pelo controle da Brasil Telecom com a substituição do Opportunity como Gestor e a volta da Telecom Italia ao bloco de controle. Pendente ainda a resolução da duplicidade de autorizações entre a operadora e a Telecom Italia. (Mais detalhes)
  • O número de licenças de Serviço de Comunicação Multimídia (SCM) passou de 296 em Dez/04 para 384 em Dez/05.
  • Tiveram início as primeiras transmissões em caráter experimental do Rádio Digital no Brasil e avançaram os estudos para definição do padrão brasileiro de TV Digital.
  • A performance das ações das operadoras de telecomunicações na Bovespa não foi boa. O rendimento no ano do Itel esteve sempre abaixo dos outros índices (Ibovespa e IEE), tendo terminado 2005 com 4% contra 29% do Ibovespa e 43% do IEE.

Diante desse quadro pergunta-se:

  • O ano de 2005 foi bom para as telecomunicações no Brasil?
  • O que esperar de 2006?
  • Qual será o padrão de TV digital escolhido?
  • Cresceremos mais 20 milhões de celulares em 2006?
  • A planta de telefones fixos vai crescer?
  • A banda larga chegará às escolas e pequenas empresas do interior?
  • Que tecnologia poderá mudar o cenário das telecomunicações brasileiras?  

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Comentário de José Roberto de Souza Pinto*

Parabéns pela qualidade dos dados e analise sobre o ano de 2005.

 

O gráfico de crescimento de acesso a Internet, e o de Banda Larga e TV por assinatura, indicam o quanto o Brasil ainda não está inserido numa sociedade moderna.

 

Este baixo crescimento se dá em função de uma clara falta de política no setor para o desenvolvimento das pequenas e micro Empresas e do cidadão brasileiro.

 

Nossa expectativa é que estes dados sirvam de referência e comparação com outros paises, de modo a propiciar o desenvolvimento desta política tão esperada pelo cidadão e pelo mercado, que sem dúvida pode alterar este quadro crescimento, conforme observado em outros paises.

 

Veja estou insistindo na tese que o desenvolvimento do pais requer uma política de incentivo às soluções de acesso a Internet em Banda Larga.

 

*Engenheiro e consultor na area de Telecomunicações."

 

 

Comentário de Fernando Assis

O Brasil precisa de uma plano permanente de incentivo e manutenção da implantação em larga escala de acesso a internet para as camadas sociais menos favorecidas, antes de se instalar o computador precisamos tratar a rede elétrica, precisamos educar os usuários, precisamos de uma política onde os Governos Federais, Estaduais e Municipais em conjunto com a iniciativa privada estejam comprometidos com um trabalho a longo prazo de manutenção desse projeto, política essa q atenderia as classes menos favorecidas q não têem condições de pagar a sua conta de luz, talvez ao invés de 1 computador de U$ 100,00 pra cada usuário seria mais viável inicialmente a criação de um núcleo computacional para cada comunidade, com salas de aula, professores, material didático e etc..., com implantação de programa de doação do computador e estágio para os melhores alunos da classe, enfim, algo de fato de continuidade, incentivo e crescimento sustentável das camadas sociais menos favorecidas e não aumento puro e simplesmente de números nas estatísticas de usuário de computadores.

 

Qualquer outro modelo vamos criar uma legião de usuários q não tem comida na mesa mas, tem um computador de U$ 100,00 desligado ou pq está queimado ou pq foi vendido parte dele.

 

 

 

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