Seção: Comentários Teleco

 23/01/2006


Qual será o crescimento do Celular em 2006?

 

 

O número de celulares no Brasil cresceu 31,4% em 2005. Foram adicionados 20,6 milhões de novos clientes à base de celulares atingindo um total de 86,2 milhões.

 

O Brasil é o 5º país em número de celulares no mundo e o crescimento de 20 milhões, observado em 2005, é também um dos maiores do mundo, tendo sido superado pela China (76 milhões), Rússia (61 milhões) e Índia (28 milhões). A China terminou 2005 com 400 milhões de celulares (31,8 cel/100 hab.), A Rússia com 125 milhões ( 86,6 cel/100 hab.) e a India 76 milhões (7,0 cel/100 hab.) (mais detalhes).

 

Projeções do Teleco para 2006

 

Pelas projeções do Teleco, mantido o comportamento atual do mercado, o número de adições líquidas de celulares em 2006 deve ficar entre 18 e 22 milhões o que implica em o Brasil terminar 2006 com 104 a 108 milhões de celulares.

 

Milhões
2004
2005
Projeção 2006
Celulares
65,6
86,2
106
Adições Líquidas
19,2
20,6
20
Crescimento
41,5%
31,4%
23%
% Pré-pago
80,5%
80,8%
81%
Densidade (Cel/100 hab.)
36,63
46,58
56,5

 

O percentual de celulares pré-pagos manteve-se estável em 2005 e deve permanecer no mesmo patamar em 2006. refletindo o esforço das operadoras em melhorar a sua rentabilidade reduzindo as promoções para a camada "low end" de celulares pré-pagos.

 

Apresenta-se a seguir o market share das operadoras de celular projetado pelo Teleco para 2006.

 

Market Share das Operadoras de Celular

 

Brasil
2004
2005
Projeção 2006
Vivo 40,5% 34,5% 31%
TIM 20,7% 23,4% 25%
Claro 20,8% 21,6% 22%
Oi 10,4% 12,0% 13%
Telemig/Amaz 6,2% 5,3% 5%
BrT GSM 0,9% 2,6% 3,5%
CTBC 0,5% 0,5% 0,4%
Sercomtel Cel. 0,1% 0,1% 0,1%

 

Mantida a estratégia atual, a Vivo deve manter a liderança isolada em 2006, apesar da continuidade da tendência de perda de market share. A disputa pela 1º posição deve, no entanto, se acirrar em 2007.

 

A venda da Telemig Celular, Amazônia Celular ou Brasil Telecom GSM pode modificar este quadro aumentando a concentração do mercado nas 3 maiores operadoras.

 

A outorga de novas autorizações pela Anatel, seja através da licitação a ser realizada em fevereiro para a Banda E em São Paulo e no Nordeste (Mais detalhes), seja através da licitação de autorizações de 3G que por ventura venha a ocorrer em 2006, causarão pouco impacto no market share das operadoras projetado para 2006.

 

Celulares por Tecnologia

 

O GSM deve continuar crescendo em 2006, bem como a migração dos usuários de TDMA para outras tecnologias.

 

Tecnologia
2004
2005 Proj. 2006
GSM
34,2%
51,8%
62,5%
CDMA
29,7%
27,9%
26,7%
TDMA
35,5%
20,2%
10,8%
AMPS
0,6%
0,2%
0,1%
Total
100%
100,0%
100%

 

 

Evolução do nº de Celulares nas Unidades da Federação (UF)

 

O quadro a seguir apresenta o crescimento do celular em 2005 das várias UFs em função da densidade em Dez/05.

 

Nota: Uma correção da Anatel que transferiu uma parte dos celulares computados anteriormente como DF para Goiás distorceu os resultados de crescimento apresentado por estas 2 UFs.

 

Em 2004 apenas 5 Unidades da Federação (São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Amazonas e Roraima) apresentaram crescimento menor que a média do Brasil. Em 2005 além desta 5 UFs Pará, Amapá, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul também cresceram menos que a média Brasil. Consulte o comentário do Teleco: Qual o limite para o crescimento do celular no Brasil?

 

Finalmente, a análise do cenário do MVNO mostra que poderemos ter um novo operador (segmentado) pelo menos em São Paulo iniciando operações em 2006. Isto pode mudar o cenário brasileiro significativamente, como vem ocorrendo em outros países. A revenda (no fixo e no Celular) é única alternativa que resta à ANATEL para incentivar a competição, alicerce do atual modelo de telecomunicações brasileiro.

 

O Teleco acompanhará o crescimento do mercado durante o ano e revisará estas projeções quando necessário.

 

Diante deste quadro pergunta-se:

  • Você concorda com estas projeções?
  • Que fatores poderiam acelerar o crescimento do celular em 2006?
  • Que fatores poderiam frear o crescimento do celular?
  • Qual o limite para o crescimento do celular no Brasil?
  • As operadoras irão manter em 2006 as mesmas estratégias de 2005?
  • Quais operadoras irão ganhar market share? A perda de market share da Vivo irá se acelerar? Será possível para a Tim superar a Vivo em 2006?

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Comentário de Felipe Barcelos Alves

Que fatores poderiam acelerar/frear o crescimento do celular em 2006?

 

As estratégias de vendas das operadoras, ultimamente, têm sido abastecidas pelo desenfreado avanço tecnológico das telecoms, independentemente da tecnologia utilizada pela operadora. A convergência dos serviços oferecidos tem sido responsável direta pelo aumento de sua carta de clientes, melhor perceptível no quadro "Market Share" no sistema GSM, mas para este comentário prefiro pensar que se trata de uma questão de momento, pois em 2006/07 ainda teremos muitas inovações por parte das operadoras e que poderão acarretar algumas mudanças nesta "balança".

 

Eu entendo que com o aumento das facilidades e serviços da telefonia móvel há um conseqüente aumento do custo dos serviços, portanto não podemos dizer que uma operadora teve um significativo aumento  em um determinado período por causa do serviço que ela passou a oferecer, mas devemos focar na maneira com que ela penetrou seu produto no mercado e mais importante ainda, como ela se valeu de seu produto mais popular para capilarizar as camadas de menos renda, não deixando assim de abocanhar as "duas pontas" do mercado. Se estas duas estratégias foram bem adotadas (inclusão de novo produto e "otimização" do produto antigo) o crescimento da planta celular no Brasil pode ser ainda maior do que o previsto para 2006.

 

Quais operadoras irão ganhar market share? A perda de market share da Vivo irá se acelerar? Será possível para a Tim superar a Vivo em 2006?

 

Apesar do up do GSM em 2005, a tecnologia CDMA ainda tem boas notícias que deverão se descortinar em breve, portanto acredito que haverá um acirramento neste briga por mercado e a tendência será a manutenção dos números percentuais em termos de tecnologia. Esta questão envolve produtos, inovações, qualidade de serviço, marketing, enfim, várias questões que para o público são essenciais.

 

 

Comentário de Leonardo Pesil

A perda de mercado da Vivo se dá por uma série de fatores e poucas pessoas teriam base para argumentar de forma absoluta sobre isso!!!

 

Mas em se tratando de escolha de tecnologia, isso posso assegurar que não aconteceu!!!

 

A tecnologia CDMA é tecnologia com melhor disposição para evolução no mercado, pra falar a verdade, no Brasil ela é a única preparada para atender a terceira geração com eficiência, a Teconologia GSM irá conseguir evoluir no máximo até o EDGE, que em dias de hoje, já é inferior ao 1xRTT que a VIVO usa e peço o apoio dos colegas que entedem para sustentar este comentário, isso sem contar que em diversas cidades do Brasil já está operando com EV-DO, que tem celocidade nominal de transmissão de dados em 2,4 Mbps, sabe o que é isso? Mais rápido que o velox comercial algumas vezes!!!!!

 

E vale ressaltar: O que as operadoras GSM no Brasil farão para se manter no mercado, será buscar o UMTS que não tem nada a ver com o seu atual GSM, ou diria GPRS, na verdade o UMTS tá mais pra wCDMA, agora me digam, será que a TIM, CLARO, OI, ou qualquer outra operadora no Brasil, teria coragem de depois de tantos anos dizendo que GSM é melhor, usariam uma tecnologia chamada wCDMA?

 

Este será o grande ano para a reestruturação da VIVO, será o ano de colher os frutos!!!!

 

O mercado escolheu uma tecnologia que atendia as suas nescessidades comercial imediatas, vamos ver agora o que vai acontecer.

 

GSM é antigo e foi muito difundido por causa da escolha da Uniao Européia, mas o Japao que é a maior potência Tecnológica do Mundo utiliza o wCDMA.

 

GSM CDMA - Vamos ver quem vence esta disputa!!!!

 

o orçamento da VIVO para 2006 terá comprometido mais de 60% apenas para redução de CHURN, ou seja, atendimento a clientes.

 

VAMos ver!!!!

 

 

Comentário de Alberto Ozolins

A perda/ganho de mercado se dá por uma série de fatores além dos tecnológicos e estranhamente poucas pessoas argumentam isso.

 

A verdade do mercado “celular” está mais para o cansaço(*) dos investidores em investir/perder tanto dinheiro sem um horizonte claro de quando chegarão a um glorioso break-even em seu negócio do que para a escolha tecnológica CDMA/GSM. Já há claros sinais de fumaça no horizonte referendando esta percepção!

 

Ë certo que a escolha de tecnologia CDMA/GSM impacta a rentabilidade dos negócios, não só pelo tão comentado custo do aparelho mas também, pelo necessário investimento na rede e IT para se chegar a extensas cobertura geográficas de serviço (surpreendentemente super-valorizada pelo consumidor/usuário) e sem a qual enfrenta-se a impossibilidade de roaming automático dentro do Brasil e América Latina para pós e pré-pagos.

 

O consumidor/usuário celular segmentou-se e aprendeu a ser muito exigente: ele já percebe quem o atende na mobilidade, consegue lhe explicar o valor da conta, lhe oferece um plano mais atrativo... mas também continua a procura de quem lhe atenda bem, rápido e seja eficaz ao Call Center... ou você acredita que será a propaganda ou aplicações 3G que trarão novos usuários (churn da classe A e AB e B de consumo) em quantidade suficiente para trazer rentabilidade/gerar uma receita consistente que pague o investimento na infra-estrutura e IT de serviços chiques e sofisticados???

 

O fato é que volume de dinheiro gerado pelos chiques e sofisticados principalmente no Brasil e América Latina é insuficiente a ponto de por si só fazerem diferença para tornarem o negócio um negócio rentável e não apenas “glamouroso”.

 

Tratar e desenvolver com as formas de comunicação das sociedades do futuro significa risco alto e cada vez mais investimento em soluções e tecnologias efêmeras...

 

Portanto me parece que o futuro do mercado celular para os próximos 3 anos terá seu futuro mais centrado nos seus vetores principais básicos: cobertura, conta e cobranças claras e explicáveis, respostas rápidas e competentes no call center ao invés - e aqui que me perdoem os “fãs tecnológicos” - da escolha tecnológica EDGE, 1xRTT, EV-DO (que proporcionam fantásticas velocidades nominais de transmissão de dados em 2,4 Mbps mas que hoje e daqui há 3 anos - na melhor das hipóteses - irá gerar algo ao redor de 1%, 2% ou até mesmo 5% da receita total da operadora...)

 

Por onde poderá expandir o mercado celular?

TIM, CLARO, OI, VIVO ou qualquer outra operadora no Brasil: Alguma de voces terá coragem de investir na extensão horizontal de seu portfolio de produtos com um produto simples, limitado - mas não de 2ª classe - voltado para a classe E após tantos anos investindo e concordando com os modelos europeus/americanos/asiáticos aos quais seus acionistas e investidores estão acostumados?

 

Não seria arrasador para uma de voces devastar a concorrência ocupando um mercado virgem de 60 milhões de novos usuários com criatividade na cobrança, tecnologias existentes e comprovadas e que ainda por cima disto se utilizassem da infra-estrutura ociosa existente e serem capazes de gerar receita recorrente suficiente para com a margem de contribuição gerada deste produto cobrir seu custo fixo operacional??? E ainda poder espalhar o sucesso deste aprendizado em outros países com mercados semelhantes?

 

O mercado/consumidor é “Rei”  e escolheu uma tecnologia que atende as suas necessidades comerciais imediatas – existem ainda oportunidades inexploradas:

 

Vamos ver agora o que vai acontecer?

 

(*)

  • Comentário de Leonardo Pesil para este site que o orçamento da VIVO para 2006 terá comprometido mais de 60% apenas para redução de CHURN, ou seja, atendimento a clientes;
  • Comentário da Teleco “...refletindo o esforço das operadoras em melhorar a sua rentabilidade reduzindo as promoções para a camada "low end" de celulares pré-pagos.

 

 

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