Seção: Comentários Teleco

 10/06/06


Banda Larga ultrapassa TV por Assinatura

 

O número de assinantes de acessos Banda Larga à Internet no Brasil ultrapassou o de TV por Assinatura em Maio de 2006, atingindo a marca de 4,5 milhões, segundo estimativas do Teleco.

 

Fonte: ABTA, Operadoras e Teleco

 

A Banda Larga cresceu 64% em 2005 e a TV por Assinatura 9%. Estes resultados não chegam a surpreender. Enquete realizada pelo Teleco indicou que se tivessem de escolher entre estes dois serviços, 76% escolheriam a Banda Larga.

 

A renda da população, que não tem condições de arcar com a mensalidade da TV por Assinatura, é o grande entrave para o crescimento deste serviço. A estratégia das operadoras de TV por assinatura tem sido de se concentrar nas classes A e B procurando aumentar a receita através do oferecimento de outros serviços, inclusive Banda Larga.

 

As operadoras de TV a Cabo representavam 60,3% dos assinantes de TV por assinatura em 2005 e respondiam por 16,6% dos acessos banda larga no Brasil.

 

 

As operadoras de telefonia fixa dominam o mercado de acesso Banda Larga no Brasil com 81,5% de market share em 2005 (tecnologia ADSL).

 

Apesar do crescimento, a penetração da Banda Larga no Brasil é ainda muito baixa correspondendo à uma densidade de 2,4 acessos/100 hab. em maio de 2006. Segundo enquete realizada pelo Teleco o preço do serviço (66%) e as localidades atendidas (18%) são os ítens que necessitam melhorar.

 

Apesar dos provedores de Banda Larga ADSL estarem oferecendo soluções com preços médios mensais menores que os de TV por Assinatura, o custo é ainda alto para grande parte da população. Some-se a isto o fato de que para possuir um acesso ADSL, é necessário possuir também uma linha telefônica fixa. Sem falar do custo adicional da contratação de um provedor de acesso à Internet.

 

Também na TV a Cabo é necessário contratar o serviço de TV por Assinatura para se ter uma conexão Banda Larga, embora não seja obrigatória a contratação de um provedor de acesso à Internet. Nas camadas de alto poder aquisitivo, verifica-se resposta positiva às ofertas de banda de 2 e 4 Mb/s associadas ou não ao modelo triple play.

 

Neste cenário, as soluções wireless (Rádio, Wimax, 3G) surgem como uma esperança de ampliação da área de prestação de serviço pelas operadoras com custos mais acessíveis,maiores bandas e serviços convergentes.

 

A baixa penetração da TV por Assinatura no Brasil é um indicador da dificuldade de sucesso de modelos de TV Digital ou TV no celular que exijam o pagamento de um valor de assinatura.

 

As barreiras para a adoção de TV paga no celular são muito grandes, inclusive em países com expressiva penetração de TV por Assinatura como os Estados Unidos. Estudo realizado pela Jupiter indicou que menos de 8% dos usuários de celular estariam dispostos a pagar por este tipo de serviço. Um dos motivos da rejeição é que o usuário sente que está pagando duas vezes para ter acesso à mesma programação de TV.

 

 

Diante deste quadro pergunta-se:

  • Qual será o crescimento dos acessos Banda Larga no Brasil em 2006?
  • Os recursos do FUST deveriam ser utilizados para ampliar o acesso à Banda Larga no Brasil?
  • Qual seria a aceitação de um serviço que incluísse no mesmo pacote de TV por Assinatura o acesso à TV via celular?
  • Como a TV Digital pode afetar este quadro? E IPTV?

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Comentário de Gizelli Renata Mendes

Em relação a Banda Larga no Brasil o que realmente atrapalha são as exigências das empresas. O usuário para ter ADSL, por exemplo, precisa adquirir outros serviços, como o serviço de telefone fixo. Isso impossibilita o usuário adquirir Banda Larga. As empresas de telefonia impõem isso para tirar proveito das ligações que estão perdendo em longa distância e internacional.

 

Tudo bem que é interessante vários serviços serem ofertados por uma mesma operadora, mas a questão de ser uma obrigatoriedade prejudica a evolução da comunicação para os usuários de poder aquisitivo menor.

 

 

Comentário de Francisco José de Oliveira

Se tudo que esta se falando no mercado for concretizar o nosso mercado tem muito que crescer em nível de clientes de banda larga o Brasil comparado com vários paises emergentes esta com umas das piores colocações, com esses dados temos que ver que tem algo errado e precisamos mudar. Veja.

O Governo esta com intenção de utilizar o Fust para incremento da banda larga em 190 Mil com investimento de 600 milhões para esse projeto para as escolas publicas no Brasil, eu acho certo, pois o que estamos vendo da concorrência de banda larga no Brasil que apenas em grandes centros e nada de expansão de rede como era esperado, mesmo nas grandes capitais as operadoras tem dificuldades de atendimento aos seus cliente e cobram valores diferenciados de portas IU.

 

Regulamentação no mercado de banda larga para internet e a Anatel tem que se nivelar, para criar uma tabela de preços e regulamentação das atividades mais clara do uso da banda larga no Brasil. O que as operadoras estão fazendo e comparando uma tecnologias wi fi, 3G e WiMax que ainda não foi implantada como comparativo a milha final e todas as empresas que estão comercializando esse produto estão fazendo vendas casadas com linhas telefônica ou assinatura de Tv paga e isso que tem que ser mudado urgente para que se popularize a banda larga em maça no Brasil.

 

Novos serviços como IPTV ou Tv via celular vai ficar na mesma só os grandes centros terão acessos e será um nicho de mercado apenas para alguns consumidores.

O que temos que separar que conteúdo de Tv Acabo, assinatura de telefone fixo ou canais de televisão pagas não tem nada com o mercado de banda larga para internet.

 

O que estamos esperando do mercado e investimento e expansão de banda larga vejamos o WiMax o Ministro Helio Costa deu pronunciamento em cadeia nacional onde ele fala sobre a Cidade de Tiradentes onde estavam fazendo um Beta do WiMax junto com a Telemar esta cidade esta localizada em um buraco onde ate um moldem de wi fi atenderia a cidade inteira não precisaria do WiMax, o que eu estou querendo dizer e que tem que se fazer algo concreto no mercado e não fazer com empresas que já tenham banda larga e não estão fazendo expansão em sua área de atuação. (não me referia a cidade de Tiradentes com desrespeito apenas uma realidade técnica onde ela se encontra em Minas).

 

Uma coisa sabia seria a Telefônica trabalhar na região de concessão da Telemar e a Telemar  trabalhar na região da Telefônica com WiMax isso sim traria a concorrência não só para banda larga mas também para as ligações locais e LD, pois a Embratel junto com a Net e sua rede já esta nos dois mercados atuando como concorrente e ela também ira entrar com acesso WiMax.

Desta maneira que esta sendo desenhado o acesso do WiMax e as novas tecnologias não trará beneficio para grande população temos que ter crescimento em números de assinantes e acesso a internet e não focar a concorrências nos grandes centros e trazer novos investidores pois estes que estão ai já tiveram tempo e não investiram.

 

 

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