Seção: Comentários Teleco

19/11/2006


Receita das Celulares se aproxima das Fixas

 

A Receita Bruta das operadoras de celular está crescendo mais que a das operadoras de telefonia fixa. A participação do celular no total da receita das operadoras de telefonia fixa e celular cresceu de 39,0% no 3º trimestre de 2005 (3T05) para 43,7% no 3T06.

 

Nota: Fixas inclui Telemar, BrT, Telefonica e Embratel. Celular não inclui CTBC e Sercomtel.

 

A receita bruta da telefonia fixa no 3T06 foi menor que a do 3T05. A queda na receita deve-se aos reajustes negativos de tarifas em 2006, e a redução no tráfego e número de acessos em serviço. A Brasil Telecom, por exemplo, fez uma limpeza na sua base dando baixa em 667 mil acessos fixos no 3T06 (mais detalhes).

 

O aumento na receita das fixas no 3T06 em relação ao 3T05 deve-se ao crescimento das receitas de comunicação de dados e à incorporação da Telefonica Empresas à Telefonica. A receita de dados das operadoras de telefonia fixa foi de R$ 2,7 bilhões.

 

Receita do Celular

 

O crescimento da receita das operadoras de celular vem ocorrendo gradualmente devido ao crescimento da base de celulares, que atingiu 96,6 milhões em Out/06. No 3T06, no entanto, cerca de 95% do incremento de receita em relação ao 2T06 foi fruto da mudança nas regras de interconexão da telefonia celular promovida pela Anatel (Res. 438), acabando com o Bill & Keep parcial.

 

O Bill&Keep parcial foi introduzido com o SMP e se aplicava para chamadas entre operadoras de celular na mesma área local (VC1). Nestes casos, uma operadora só era obrigada a pagar interconexão (VUM), quando o tráfego entre elas superava os 55% do total. A partir de 14/07/06 as operadoras passaram a cobrar integralmente pelos minutos de uso de rede, o que aumentou sua receita e seus custos de interconexão.

 

Com o crescimento da receita de uso da rede (interconexão) aumentaram também a receita de serviços e o ARPU. A receita média mensal por usuário (ARPU) foi de R$ 24,7 no 2T06 para R$ 29,0 no 3T06.

 

A receita de uso da rede aumentou sua participação na receita das operadoras de celular passando a representar 34,8% da receita bruta de serviços no 3T06.

 

 

A receita de outros serviços, por sua vez, caiu de 9,7% da receita bruta de serviços no 2T06 para 8% no 3T06.

 

A Tim e a BrT GSM foram as operadoras que mais cresceram sua participação na receita líquida das operadoras de celular no 3T06.

 

Participação na Receita Líquida (Revenue Share) de Celular

 

%
1T06
2T06
3T06
Vivo
34,1%
31,8%
29,9%
TIM
28,2%
28,4%
29,0%
Claro
19,8%
22,3%
22,4%
Oi
9,9%
9,9%
10,3%
Amazônia
Telemig
5,0%
4,5%
4,5%
BrT GSM
2,9%
3,1%
3,8%
Total*
100%
100%
100%

* Não inclui CTBC e Sercomtel.

 

A Tim se aproximou da Vivo, que teve o crescimento de sua receita afetado por um ajuste nos preços de seus serviços de modo a alinhá-los com o mercado. Isto implicou, por exemplo, em uma redução de 40% no preço do SMS. A Vivo espera que estas reduções de preço sejam compensadas por um aumento de tráfego.

 

 

Diante deste quadro pergunta-se:

  • A receita das operadoras de celular irá superar a das fixas? Quando?
  • A Tim vai superar a Vivo em receita no 4T06?

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Comentário de Jorge Araujo

Se fizermos a mesma quebra das receitas brutas das fixas, separando os "outros serviços", que incluem o acesso a dados/Internet banda larga ou discada, provavelmente veremos que a receita de serviços de voz/assinatura das móveis já encostou/bateu nas fixas há tempos.

 

Precisamos também considerar que a formatação legal das licenças das fixas, móveis e das TVs a cabo, mais a tendência de formação de grupos "Triple A" (apesar das desastradas interferências do ministro das comunicações) levam a que talvez faça mais sentido comparar as receitas dos 5 maiores grupos de comunicações e sua estrutura de receitas, como por exemplo: Embratel (Longa Distância + acesso local) + Claro (móvel)+ Net (TV a Cabo + dados banda larga) + Vivax (TV a Cabo); Telefonica (LD + acesso local + dados/Speedy)+ VIVO (móvel) + TV via Satélite... essa estrutura de negócios parece ser mais sólida do que a comparação "fixas vs. móveis" simplesmente.

 

Quanto à TIM ultrapassar a VIVO, movimentos de massa são difíceis de barrar imediantamente, creio ser inexorável que a VIVO continue perdendo espaço, apesar dos recentes movimentos de desespero. Fica fácil para as concorrentes anularem essas ações se se dispuserem a isso, pois os problemas da VIVO são estruturais. Too late my darling, o momento decisório para a VIVO continuar na frente foi em 2003/04, quando optou por continuar a expansão do CDMA ao invés de migrar para o GSM...

 

 

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