Seção: Comentários Teleco

21/01/2007


Qual será o crescimento do celular em 2007?

 

O Brasil terminou 2006 com 99,9 milhões de celulares e uma densidade de 53,2 cel/100 hab. A base de celulares cresceu 15,9% em 2006 com adições líquidas à base de 13,7 milhões de celulares. Com este resultado o Brasil voltou a ocupar a 5ª posição entre os países com mais celulares no mundo, superando o Japão que terminou o ano com 99,8 milhões de celulares.

 

O crescimento do mercado ficou abaixo das projeções feitas pelo Teleco em Jan/06, que projetaram para 2006 adições líquidas entre 18 e 22 milhões de celulares (Mais detalhes).

 

A figura a seguir apresenta uma comparação mensal entre as adições líquidas de 2005 e de 2006.

 

 

A queda nas adições líquidas de 20,6 milhões de celulares em 2005 para 13,7 milhões de celulares em 2006 pode ser explicada pelos seguintes fatores:

  • Limpeza de base promovida pela Vivo. Além da baixa de 1,8 milhões de celulares em Jun/06 a Vivo continuou a limpeza da base nos meses seguintes, tendo apresentado crescimento negativo em setembro e dezembro. O Teleco estima que esta limpeza de base atingiu mais de 2,5 milhões de celulares da Vivo.
  • Menor agressividade das operadoras em suas promoções em datas como dia das mães (maio) e Natal, principalmente no que se refere ao subsídio das operadoras para telefones celulares de baixo custo oferecidos para o segmento pré-pago.
  • Busca de maior rentabilidade. A rentabilidade das operadoras de celular no Brasil é muito baixa quando comparada com padrões internacionais e a pressão por melhores resultados por parte dos acionistas diminui os descontos oferecidos aos consumidores.

O ano 2006 não apresentou um crescimento uniforme entre as operadoras. Tim, Claro, Oi e BrT foram responsáveis pelo crescimento do celular em 2006. Juntas apresentaram adições líquidas de 14,4 milhões de celulares no ano. Entre elas a Claro foi a única a apresentar adições líquidas em 2006 maiores que as de 2005.

 

 

 

 

Projeções do Teleco para 2007

 

 

 

Pelas projeções do Teleco, mantido o quadro atual de operadoras, o Brasil de terminar 2007 com 111 a 114 milhões de celulares. As adições líquidas em 2007 devem ficar entre 11 e 14 milhões de celulares. Ou seja, um cenário de crescimento próximo ao de 2006. No entanto, o lançamento de novos modelos de aparelhos marcará a fase de maturidade mercadológica na qual o crescimento baseado no churn se verifica em market share e revenue share. Programas de fidelização de clientes certamente farão parte do dia a dia dos brasileiros em 2007.

 

A tabela a seguir apresenta o cenário mais provável para 2007 projetado pelo Teleco,

 

Milhões
2004
2005
2006
Projeção 2007
Celulares
65,6
86,2
99,9
112,5
Adições Líquidas
19,2
20,6
13,7
12,5
Crescimento
41,5%
31,4%
15,9%
12,6%
% Pré-pago
80,5%
80,8%
80,6%
81%
Densidade
(Cel/100 hab.)
36,63
46,58
53,24
59,1

 

 

Este cenário pode ser afetado principalmente pelo comportamento da Vivo, Tim e da Claro:

 

  • A vantagem da Vivo em relação à Tim caiu de 6,2 milhões de celulares em Jun/06 para 3,6 milhões em Dez/06. Mantidas estas condições a Tim ultrapassaria a Vivo no final do 1º semestre de 2007. A Vivo pode, no entanto, virar o jogo com a entrada em operação de sua rede GSM e a expansão para Minas e Nordeste.
  • O impasse em relação à venda da Tim provocou uma redução do ritmo de crescimento da operadora no 4T06. Uma venda da Tim para a Claro provocará uma consolidação do mercado e poderá reduzir o crescimento projetado pelo Teleco para o celular em 2007 (mais detalhes).
  • A agressividade mercadológica da Claro, baseada numa estabilidade tecnológica e institucional, certamente será o fator diferencial de 2007 impactando fortemente no crescimento da base de celulares brasileira. A empresa vem demonstrando vontade de ganhar market share à medida que se evolui na questão organizacional.

O provável lançamento da 3G também poderá animar o mercado, mudando a inclinação da curva de crescimento.

 

Diante deste cenário, pergunta-se:

  • Qual será o crescimento do celular em 2007? Você concorda com estas projeções?
  • O que pode influenciar o crescimento do celular em 2007?
  • Por que o Brasil apresenta uma densidade de celulares inferior à de outros países da América latina, como Chile, Argentina e Colômbia?
  • A Tim irá ultrapassar a Vivo em market share em 2007?
  • As operadoras irão manter em 2007 as mesmas estratégias de 2006?
  • Aparecerão novos players entre as operadoras de celular do Brasil em 2007?
  • Como o comportamento do churn afetará o mercado de aparelhos celulares?

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Comentário de Roque Eduardo Cruz

Senhores, se o churn terá grande influência na demanda e no share das operadoras é bom elas se preocuparem.

 

Os clientes não estão mais tão preocupados com o número da linha e o churn esta beirando a promiscuidade. Quando está vencendo o prazo de fidelização o cliente chama primeiro todos os concorrentes e só depois negocia com sua operadora.

 

Ouvi de um cliente o comentário "...é como cartão de crédito, se disser que vai sair eles dão desconto...".

 

 

Comentário de José Araújo de Oliveira Silva

Acredito que o crescimento não passe de 10 milhões neste ano (isso se a Vivo não participar do mercado de MG e NE). Pode influenciar se a Vivo entrar no mercado em MG e NE e subsídios maiores nos celulares pré (e maior ainda no pós).

 

O Brasil tem uma menor intensidade pela sua má distribuição de renda, pelo investimento que as operadoras tem que investir para cobrir o Brasil e os preços dos aparelhos e serviços prestados pelas operadoras.

 

A Tim deverá passar a Vivo no segundo semestre, esta tomará uma posição mais agressiva já com sua rede GSM pronta e futura cobertura nacional (CDMA e GSM) e assim competirá cada cliente com a Tim oscilando as posições.

 

Acredito que sim, a Claro e a Vivo deverão mudar devido ao aumento do market share da Tim.

 

Novos players não aparecerão porque além do mercado brasileiro estar com as maiores empresas de telefonia da América Latina (Telefonica e América
Movil) o investimento para uma nova rede para cobrir o Brasil satisfatoriamente é muito alto devido a sua extensão continental.

 

Afetará ao consumidor final que enfrentará uma chuva de informações e preços de celulares mais atrativos principalmente o corporativo e o pós.

 

 

Comentário de Cesar Cardoso

- Qual será o crescimento do celular em 2007? Você concorda com estas projeções?

O número de 11 a 12 milhões de novas adições parece ser bem razoável e fazendo sentido com a realidade.

 

- O que pode influenciar o crescimento do celular em 2007?

A aceleração do ritmo de crescimento e a continuação da melhora na renda da população. Não acredito que o fator 3G possa influenciar antes de 2008.

 

- Por que o Brasil apresenta uma densidade de celulares inferior à de outros países da América latina, como Chile, Argentina e Colômbia?

Creio que existam três fatores que respondem à maior parte da pergunta: a ainda baixíssima renda média do brasileiro, áreas importantes sem a quarta operadora e alto preço dos aparelhos pré-pagos.

 

- A Tim irá ultrapassar a Vivo em market share em 2007?

Parece ser o caminho natural, já que apesar do esforço da Vivo para melhorar sua imagem, a mesma continua muito ruim aos olhos do público e afugentando clientes.
Acredito que somente para o segundo semestre a Vivo irá reagir, mas os resultados só aparecerão em 2008.

 

- As operadoras irão manter em 2007 as mesmas estratégias de 2006?

Não tem sentido a mudança de estratégia, já que todas estão sendo pressionadas a melhorar seu desempenho financeiro. No entanto, acredito numa maior agressividade nas promoções de fidelização e de captura dos bons clientes da concorrência.

 

- Aparecerão novos players entre as operadoras de celular do Brasil em 2007?

Não há nenhuma operadora no mundo com disponibilidade e/ou vontade para entrar no Brasil neste momento: as operadoras americanas praticamente saíram da América Latina, a Vodafone está com todos os seus recursos canalizados na compra da Hutchison Essar indiana, a Deutsche Telekom nunca demonstrou real interesse em entrar no mercado latino, a France Télécom parece satisfeita com sua posição na Argentina, e as asiáticas (incluindo a China Mobile, tida como eterna candidata à expansão internacional) parecem satisfeitas na sua guerra particular na Ásia. O mercado latino-americano, neste momento, está fechado entre América Móvil e Telefónica Moviles.
Se vier um novo player, virá certamente do setor de private equity.

 

- Como o comportamento do churn afetará o mercado de aparelhos celulares?

Depende do churn.
O churn de pré-pago vai continuar onde sempre esteve: com as operadoras dando de ombros.
O churn de pós-pago, esse sim vai ser estimulado. E esse vai se tornar uma força cada vez mais forte nos próximos anos.

 

 

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