Seção: Comentários Teleco

28/05/2007


A Claro vai comprar a Telemig Celular?

 

A América Móvil, criada em setembro de 2000 como um spin-off da Telmex, se expandiu para a América Latina e assumiu a liderança na Região com 123 milhões de celulares no 1º trimestre de 2007 (1T07).

 

Com muita disposição para crescer a América Móvil está presente também no mercado dos EUA onde possui a maior MVNO do país, a TracFone, que oferece pré pago com cobertura nacional e encerrou o 1T07 com 8,2 milhões de celulres.

 

O crescimento da América Móvil nestes anos foi alimentado por aquisições que levaram a operadora a estar presente em 15 países da América Latina (Mais detalhes).

 

No Brasil, A América Móvil, onde adotou a marca Claro, adquiriu 6 das 10 operadoras de Banda B, inclusive a BCP em São Paulo em 2003, última a ser adquirida. A partir desta data, sem novos alvos para aquisições, a Claro passou a crescer de forma orgânica, tendo adquirido licenças nas Bandas D e E.

 

Em 2005 surgiu a oportunidade de comprar a Telemig e Amazônia Celular, mas o processo foi suspenso devido ao conflito societário entre o Opportunity e Citi/Fundos (mais detalhes).

 

Em 2006 a América Móvil tentou comprar a Tim no Brasil, possibilidade esta bloqueada pela entrada da Telefonica no grupo de controle da Telecom Italia, em 2007.

 

Com a troca de direção na Telemig e Amazônia Celular em Set/06, a venda destas operadoras foi colocada em pauta novamente. Caso viesse a adquirir a Telemig e Amazônia Celular, a Claro passaria a ter cobertura nacional e assumiria a liderança em market share de celulares no Brasil.

 

 

Esta aquisição ajudaria também a melhorar a margem Ebitda da Claro de 27,4% para 28,6% (1T07) e aumentaria seu revenue share para 26,8%, atrás ainda de Vivo e a Tim.

 

Concretizada a aquisição da Telemig Celular, a Claro seria obrigada a devolver sua autorização de Banda E em Minas Gerais, mas manteria os clientes.

 

A Vivo deve disputar com a Claro o controle da Telemig Celular. Esta aquisição preencheria uma lacuna importante na área de atendimento da Vivo (Minas Gerais) e lhe garantia uma liderança mais folgada em market share e receita de celular no Brasil. A entrada da Telefonica no grupo de controle da Telecom Italia, pode, no entanto, ter esfriado um pouco o apetite da operadora em relação a esta aquisição.

 

Finalmente, uma opção que não pode ser descartada, seria, em um cenário de fusão de Oi e BrT, a Telemig e a Amazônia serem incorporadas por este novo grupo, o que o levaria a 20 milhões de celulares, consolidando forte posição no mercado, faltando apenas a cobertura em São Paulo para atingir o patamar dos líderes.

 

O Valor de Mercado da Telemig Participações em Abr/07 era de R$ 2.113 milhões e o da Tele Norte Celular (Amaz) R$ 222 milhões.

 

Diante deste quadro pergunta-se:

  • Quem vai comprar a Telemig e a Amazônia Celular?
  • Como a entrada da Telefonica na Telecom Italia influencia esta operação?
  • A Claro vai brigar pela liderança do celular no Brasil?
  • Como a licença da Unicel em SP pode influenciar o futuro do mercado de celular?
  • A quem pode interessar uma licença nacional de 3G, quando licitada?

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Comentário de Jorge Araujo

Quem vai comprar a Telemig e a Amazônia Celular?
R: quem se dispuser a pagar um melhor prêmio aos controladores, desde que estes caiam na realidade de que a empresa "está caindo de madura". Estratégicamente é mais importante para a VIVO, mas dúvido que haja espaço para essa negociação depois da entrada da Telefonica no bloco de controle da TIM (embora não apitem nada aqui...), ponho minhas fichas na Claro - até porque seu presidente até pouco tempo era presidente da Telemig Celular e pode alinhavar um bom acordo, além de conhecer todos os "meandros" da ex-empresa.
Como a entrada da Telefonica na Telecom Italia influencia esta operação?
R: azeda o ambiente para a VIVO, mais nada.
A Claro vai brigar pela liderança do celular no Brasil?
R: há muito tempo que digo isso, os mexicanos têm o desejo de monopolismo em seu DNA, se deixar eles compram até o prédio no ministério das comunicações... com o ministro dentro...
Como a licença da Unicel em SP pode influenciar o futuro do mercado de celular?
R: Uni-quem???...
A quem pode interessar uma licença nacional de 3G, quando licitada?
R: Vocês realmente acreditam que alguém vai montar uma rede 3G em paralelo a uma rede 2.5G novinha em folha e com a garantia e tranquilidade de um ministro-repórter como o Costa? Ainda mais nacional? Ainda vamos ter que esperar um bocado para ter UMTS-WCDMA nas "core bands" internacionais. Acho mais viável que ocorra algo dentro das atuais faixas de 2G/2.5G, se fabricantes de rede, aparelhos e operadoras finalmente encontrarem algum bendito serviço diferenciado para o 3G que seduza empresas e high-end users ao invés de soltar balões de "ar quente" ou jogar lama uns nos outros.

 

 

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