Seção: Comentários Teleco

30/09/07


A entrada da Oi em São Paulo

 

Depois estudar por mais de 6 anos a possibilidade de comprar uma licença de celular para o estado de São Paulo, a Oi (Telemar), adquiriu frequências para atender este estado na licitação de frequências do SMP realizada em Set/07 (mais detalhes).

 

A decisão da Oi, apesar de tardia, representa o reconhecimento por parte da operadora de que o espaço no Brasil para uma atuação regional está cada vez mais reduzido.

 

O Brasil passará a ter em 2008 três operadoras atendendo a todos os estados do Brasil (Tim, Vivo e Claro). Uma possível fusão da Oi com a BrT levaria à formação da quarta operadora com cobertura nacional. A figura a seguir apresenta o market share destas operadoras em Ago/07.

 

 

Existe espaço para a Oi no mercado paulista. O estado tem potencial para ter uma densidade de celulares muito maior da que apresenta e é um dos poucos estado brasileiros com apenas 3 operadoras dividindo o mercado.

 

A densidade de celulares em São Paulo

 

São Paulo terminou Ago/07 com 26.884 mil celulares e uma densidade de 64,5 cel/100 hab. Apesar de ser o primeiro estado brasileiro em quantidade de celulares, São Paulo ocupa a 7ª colocação em densidade de celulares entre as unidades da federação que compõem o Brasil.

 

 

Nota: Ago/07

 

A baixa densidade do estado fica ainda mais patente quando comparada a países de porte semelhante. A Argentina, por exemplo, possui uma densidade superior a 90 cel/100 hab.

 

Uma análise das nove áreas locais (mesmo DDD) em que está dividido o estado mostra que a densidade de celulares em São Paulo está distribuída de forma desigual. Quatro destas áreas (15, 14, 17 e 18) apresentam densidade inferior à média do Brasil (58,57 cel/100 hab.).

 

 

 

A região metropolitana de São Paulo (11), área de maior densidade no estado, ocupa apenas a 12ª posição entre as áreas locais (mesmo DDD) mais densas do país.

 

Ranking de Densidade de Áreas Locais em ago/07

 

 
DDD
UF
Cidade Principal
Cel/ 100 hab
71
BA
Salvador
100,47
61
DF
Brasília
93,76
31
MG
Belo Horizonte
83,8
51
RS
Porto Alegre
80,38
48
SC
Florianópolis
78,96
21
RJ
Rio de Janeiro
76,43
41
PR
Curitiba
74,75
62
GO
Goiânia
74,68
53
RS
Pelotas
71,73
10º
22
RJ
Campos
71,27
11º
67
MS
Campo Grande
71,2
12º
11
SP
São Paulo
70,75
13º
85
CE
Fortaleza
69,95
14º
47
SC
Joinville
69,87
15º
65
MT
Cuiabá
69,15

 

 

Competição em São Paulo

 

São Paulo é um dos poucos estados brasileiros onde ainda existem apenas 3 operadoras disputando o mercado.

 

Ago/07

Nota: CTBC atende a região de Franca não atendida pela Vivo.

 

O maior poder aquisitivo da população no estado associado a um quadro de menos competidores faz com que o preço do serviço celular em São Paulo seja maior que o praticado em outros estados. Levantamento feito pelo Teleco apontou que o preço por minuto de chamadas para telefones fixos originadas em celulares pré-pagos em São Paulo é 15% mais alto do que a média no Brasil. Isto ocorre apesar de São Paulo ter ICMS de 25%, inferior ao praticado em outros estados como Rondônia (35%) e Rio de Janeiro (30%).

 

Os celulares pré-pago representavam 79,75% dos celulares do estado em Ago/07.

 

Este cenário estimulou a Unicel a adquirir uma licença de SMP para a região metropolitana São Paulo (11), tendo o termo da Anatel sido assinado em Jul/07. A estratégia da Unicel é baseada na comercialização de chips e preços de minutos pré-pago inferiores aos praticados pelo mercado em São Paulo. A entrada da Oi, que pratica estratégia semelhante em sua região, pode vir a atropelar os planos da Unicel caso ela demore muito a entrar em operação.

 

Diante deste quadro pergunta-se:

  • A entrada da Oi vai acelerar o crescimento do celular em São Paulo?
  • A Oi vai ter sucesso em São Paulo?
  • A Unicel será prejudicada com a entrada da Oi em São Paulo?
  • Como irão reagir Vivo, Tim e Claro à entrada da Oi em São Paulo?

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Comentário de Tiago Bispo

Sou residente da região Nordeste, onde a OI tem uma boa participação no mercado celular, principalmente com pré-pagos.

 

Pela estratégia adotada pela OI, de investir no público jovem e em pessoas de menor renda, creio que um novo público será atingido ajudando no crescimento celular na região.

 

Acho que a entrada da OI no mercado não afetará nem a VIVO nem a TIM, pois o público alvo é diferente; quanto à Claro, não sei qual será a reação.

 

Acho que a OI terá sucesso nesse novo mercado, mas a empresa não irá obter altos lucros por um bom tempo. Antes será necessário fidelizar seus clientes com serviços inovadores e boas promoções para depois pensar em retorno financeiro!

 

 

Comentário de Rogério Pires

Acredito que São Paulo no próximo ano apresentará um forte incremento em sua teledensidade, fato este observado pela entrada da Oi e da Unicel. De fato é que comparado a outros Estados SP ainda é um atraente mercado a ser explorado e tanto por seu mercado interno (densamente povoado) e por contar com um Mercado Corporativo (sede da maioria das empresas do país) invejável.


A Oi deve continuar o que já vem praticando em sua área de concessão... pacotes de minutos agrecivos e quase imbatíveis, já que não conta mais com práticas de subsídios a celulares.


Isso deve acertar em cheio os planos da nova Unicel. Resta saber agora quem terá mais poder de fogo.


As outras teles, TIM / Claro / Vivo devem fortalecer suas políticas de subsídios de celulares, forçando fidelizar seus clientes.


Resta saber se os paulistanos vão querer "trocar de celular" ou primar por tarifas mais baratas...

 

 

Comentário de Draja Mihajlovic

Primeiramente a entrada da Oi em São Paulo confirma a criação da rede nacional Oi/BrT.

 

Sem dúvida o porte da Oi/Telemar e seu sucesso alcançado em sua área de atuação inicial já são razões suficientes para se antever uma competição que irá beneficiar o consumidor final. O sucesso de marketing da Oi no segmento juvenil e universitário, bem como nos segmentos C, D e E em combinação com a evidente e normal reação dos players locais (Tim/Claro/Vivo) fará com que a densidade de São Paulo, como apontado pela Teleco aumente em pouco tempo.

 

O consumidor final terá vantagens em sua conta, pois todos irão praticar novas tarifas (hoje em dia as 3 operadoras praticamente estão consolidadas no mercado paulista e não existe nenhuma agressividade por parte de nenhuma delas que resulte em benefício de tarifas mais baixas para o consumidor final)

 

No que tange a Unicel, seu desafio será ainda maior, pois a Oi já irá trazer consigo a receita roaming de seus usuários que vierem em visita a São Paulo, receita esta que não será desprezível para o balanço da Oi no início de suas atividades. A marca Unicel terá que ser reconhecida pelo público enquanto que a marca Oi, mesmo em São Paulo já não é novidade.

 

Do ponto de vista de investimentos a Oi irá certamente se beneficiar de acordos de desconto por volume com seus tradicionais fornecedores, que não é o caso da Unicel. A boa saída para os sócios da Unicel é capitalizarem em cima de investimentos já feitos e venderem para a Oi enquanto é tempo.

 

 

Comentário de Clausius Alexandre

A chegada da Oi no estado de São Paulo já era esperada a muitos anos pelo mercado, sendo apontada por muito como tardia, visto que ela deverá começar uma briga do zero com um mercado em vias de consolidação nacional (Vivo e Claro).

 

Apesar disso, normalmente novos nomes no mercado tendem a gerar curiosidade do consumidor e dependendo a estratégia de marketing utilizada pela Oi, como a utilizada em sua estréia (Falar grátis por 31 anos nos finais de semana), pode resultar num sucesso inicial, aumentando o número de celulares em São Paulo, porém apenas de início.

 

A médio e longo prazo para a Oi crescer neste mercado deverá ter uma campanha totalmente diferente do resto de sua área de atuação, pois seu principal trunfo, as promoções conjuntas (Fixo, Velox, DDD, Celular) como o Oi Conta Total ou o Oi Falador, não beneficiarão os paulistas, pois a Oi não tem serviço de telefonia fixa em São Paulo.

 

Por outro lado no restante de sua área de atuação será ótimo aos seus atuais e novos assinantes ter São Paulo em sua área de cobertura e não ter mais cobranças altas de roaming, principalmente se a Oi manter para o estado de São Paulo o roaming zero, como ocorre com os demais estados que são atendidos pela Oi.

 

Todas as outras operadoras devem receber tanto a Oi como a Unicel com cuidado, preparando-se para o contra-ataque imediato caso estas duas novas concorrentes consigam demonstrar algum sucesso inicial. A Vivo principalmente deverá utilizar das mesmas armas da Oi em sua área de atuação, utilizando a Telefônica e o Speedy como vetores de venda de celulares Vivo.

 

A Claro deve continuar com sua bem sucedida estratégia de aparelhos a preços baixos para conquistar novos clientes e a TIM deverá começar a utilizar como arma o seu serviço TIM Casa e apresar-se a disponibilizar uma solução de telefonia fixa como opção para brigar no mercado.

 

O ano de 2008 promete muitas novidades no mercado de telefonia brasileiro e deverá culminar em 2009 com a tão aguardada portabilidade numérica, caso realmente ela vire realidade.

 

 

Comentário de Silvio Marques

A Oi por não subsidiar aparelhos não deve trazer aumento no numero de celulares, poderá aumentar o numero de linhas caso os usuários das operadoras que utilizam frequencia compativel, TIM e Claro, decidam adquirir Oi Chip e usar no mesmo aparelho.

 

Vai entrar pelas beradas mordendo os clientes de outras operadoras, o sucesso dependerá de oferecer produtos e serviços que a Vivo, Claro e TIM não oferecem. Mas vai ser um campo escuro, pois a Oi sempre atuou nos Estados onde possui telefonia fixa sempre lançando suas ofertas em convergência, como o Oi Cartão Total ou Oi Conta Total etc, em SP vai ser uma experiência única, atuar somente em telefonia móvel.

 

Sim, o consumidor paulista terá alé da UniCel como novidade a Oi.

 

Principalmente a Vivo e a Claro subsidiam fortemente a venda de aparelhos, a TIM nem tanto mas tambem, provavelmente darào mais promoções.

 

 

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