Seção: Comentários Teleco

03/02/2008


A consolidação está acelerando o crescimento da TV por Assinatura?

 

O Brasil terminou 2007 com 5,3 milhões de assinantes de TV por Assinatura e uma densidade e 2,8 assinantes/100 hab. O serviço está presente em 17,6% dos 30,4 milhões de domicílios brasileiros.

 

A penetração da TV por Assinatura no Brasil é baixa e está distante de países como Portugal que apresenta densidades de 18,2 assinantes/100 hab e de 34,9 assinantes/ 100 domicílios.

 

O crescimento da TV por Assinatura tem se acelerado nos últimos anos. A base de assinantes cresceu 16,7% em 2007 com adições líquidas de 765 mil assinantes.

 

 

A consolidação dos "players" neste segmento contribuiu para este crescimento. Net, Sky e TVA são as principais operadoras de TV por Assinatura do Brasil.

 

Nota: Net inclui BIGTV

 

A Net incorporou a Vivax em 2007 e com a aquisição da BIGTV, anunciada em Dez/07, passa a responder por 48% dos assinantes de TV por Assinatura.

 

A Sky, líder em TV por assinatura via satélite (DTH), voltou a crescer em 2007 com a efetivação de sua fusão com a DirecTV. O DTH apresentou adições líquidas de 283 mi assinantes em 2007.

 

Nota: UHF é o serviço que a Anatel chama de TVA

 

Contribuiu também para este crescimento a entrada da Telefonica neste segmento com a aquisição das operações de MMDS da TVA e com a obtenção de uma licença de DTH.

 

No final de 2007 os assinantes de TV por Assinatura no Brasil estavam assim distribuídos: TV a Cabo (60,3%), DTH (32,9%), MMDS (6,5%) e UHF (0,2%).

 

A Net, que é controlada pela Globo e pela Embratel, tem sua atuação baseada em uma estratégia de "triple play" com a oferta de TV por Assinatura, Banda Larga e telefonia VOIP (Net Fone). Ela consegue, desta forma, uma receita maior por usuário do que operadoras que oferecem apenas TV por Assinatura como a SKY. O ARPU da Net no 4T07 foi de R$ 131.

 

Para poder oferecer também serviços "triple play" as operadoras de telefonia fixa tem procurado aquisições neste segmento (Telefonica e Oi) ou parcerias, como a da Sky com a Brasil Telecom. A entrada das operadoras de telefonia fixa neste segmento encontra restrições na regulamentação atual (mais detalhes).

 

O segmento de TV por Assinatura no Brasil está passando por transformações em que competidores locais estão sendo consolidados em "players" nacionais. A ampliação do número de operadores disputando o mercado a nível nacional será importante para o crescimento do setor. Novas tecnologias como IPTV e aplicações como a TV móvel podem ampliar o horizonte de ofertas de TV por Assinatura no Brasil.

 

Diante deste quadro pergunta-se:

  • Como aumentar a penetração da TV por Assinatura no Brasil?
  • É preciso rever a regulamentação da TV por Assinatura no Brasil? É necessário rever a lei de TV a Cabo?
  • Como a chegada da TV Digital (aberta) influenciará o mercado de TV por assinatura?
  • A TV móvel contribuirá para o crescimento da TV por assinatura?

 

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Comentário de Cesar Cardoso

-Como aumentar a penetração da TV por Assinatura no Brasil?
Considero existirem três fatores principais:


- Romper com as exclusividades que "amarram" distribuidores e operadores;
- Permitir a entrada de novos concorrentes no mercado, via mudança da lei;
- Impor metas de universalização de cobertura (por exemplo, existem quadras do Plano Piloto de Brasília que não têm cobertura de TV por cabo), talvez negociando uma troca por menos impostos;

 

-É preciso rever a regulamentação da TV por Assinatura no Brasil? É necessário rever a lei de TV a Cabo?

Certamente que sim, particularmente num momento em que se liberaliza o arcabouço jurídico pós-privatização da telefonia.

 

-Como a chegada da TV Digital (aberta) influenciará o mercado de TV por assinatura?

 

Influenciaria ainda mais se houvesse a multiprogramação, no entanto o mercado de TV por assinatura já reagiu à TV Digital Terrestre acelerando a digitalização dos sistemas a cabo e MMDS.

 

- A TV móvel contribuirá para o crescimento da TV por assinatura?

 

O padrão de TV móvel aberto escolhido pelo Brasil (1Seg) é o pior possível para as TVs por assinatura, já que os radiodifusores não precisam de intermediários para alcançar o telespectador. Talvez haja algum espaço para transmissões de IPTV via 3G, mas de resto sou pessimista, o bumerange jogado pelos radiodifusores para acertar as operadoras de telefonia acabou batendo também nas operadoras de TV por assinatura, e não há espaço para a massificação da TV por assinatura móvel.

 

 

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