Seção: Comentários Teleco

26/08/2006


As Operadoras de Celular vão melhorar a rentabilidade em 2008?

 

Visão Geral

 

Vivo, Tim, Claro e Oi (Móvel) são as principais operadoras de celular do Brasil com uma participação de mais de 90% na receita líquida total (revenue share) em 2007.

 

 

Nota: Vivo não inclui Telemig e Oi (Móvel) não inclui Amazônia. Não inclui CTBC e Sercomtel.

 

Estas operadoras apresentaram melhorias em seus indicadores de rentabilidade (EBITDA, EBIT e Lucro líquido) em 2007, como analisado a seguir.

 

A questão é: está tendência se manterá em 2008?

 

Nota: Vivo não inclui Telemig e Oi (Móvel)não inclui Amazônia.

 

Margem EBITDA das Operadoras de Celular

 

Vivo, Claro e Oi melhoraram suas margem EBITDA (EBITDA/Receita Líquida) em 2007. A Tim apresentou uma pequena redução.

 

Margem EBITDA
2005
2006
2007
Vivo
26,9%
23,7%
25,1%
TIM
17,8%
24,0%
23,1%
Claro
-3,2%
12,7%
25,0%
Oi
16,1%
12,3%
27,5%

 

Estes resultados indicam que as operadoras conseguiram melhorar o seu fluxo de caixa apresentando um crescimento maior da receita que de seus gastos operacionais. O EBITDA (Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization) é obtido subtraindo-se da receita os impostos e custos operacionais.

 

Apesar da margem EBITDA das operadoras de celular no Brasil ser baixa, quando comparada a de outras operadoras da América Latina, é bem provável que elas enfrentem grandes dificuldades para aumentar suas margens EBITDA em 2008.

 

 

O acirramento da concorrência e a expansão para novas áreas por parte da Vivo (Nordeste), Claro (Norte) e Oi (São Paulo) irão pressionar os gastos operacionais destas operadoras em 2008.

 

Margem EBIT das Operadoras de Celular

 

As quatro operadoras melhoraram suas margem EBIT (EBIT/Receita Líquida) em 2007.

 

Margem EBIT
2005
2006
2007
Vivo
6,9%
1,9%
5,2%
TIM
-5,1%
2,0%
4,4%
Claro
-26,8%
-6,7%
3,3%
Oi
-3,1%
-6,3%
10,2%

 

O EBIT (Earnings Before Interest and Taxes) é obtido subtraindo-se do EBITDA o valor correspondente à depreciação e a amortização dos ativos da empresas como terrenos, prédios, equipamentos, concessões e autorizações.

 

Os investimentos na aquisição de frequências nos leilões de sobras de SMP e 3G, bem como a implementação das redes correspondentes contribuirão para aumentar as despesas de depreciação e amortização em 2008.

 

Os investimentos (Capex) anunciados por estas operadoras para 2008 somam R$ 10,9 bilhões: Vivo (R$ 3,3 bilhões), Tim (R$ 3,6 bilhões), Claro (R$ 2,0 bilhões) e Oi Móvel (R$ 2,0 bilhões). Os investimentos das operadoras de celular no Brasil em 2006 foram de R$ 6,3 bilhões e em 2005 de R$ 6,2 bilhões.

 

Lucro líquido das Operadoras de Celular

 

R$ Milhões
2005
2006
2007
Vivo
(594)
16
(99)
TIM
(990)
(286)
76
Oi
11
138
456

Nota: Claro não divulga seu lucro líquido.

 

A Vivo voltou a apresentar prejuízo em 2008. Este resultado não surpreende, uma vez que o lucro de R$ 16 milhões em 2006 foi fruto de créditos fiscais obtidos pela consolidação das empresas que compõe a Vivo.

 

O lucro líquido da Oi foi impulsionado em parte por um saldo positivo de R$ 100 milhões em receitas (despesas) financeiras e um crédito de R$ 79 milhões em imposto de renda e contribuição social.

 

A incorporação da Telemig à Vivo e da Amazônia à Oi tem pouco impacto no quadro apresentado.

 

Diante deste quadro pergunta-se:

  • As operadoras de celular vão melhorar a rentabilidade em 2008?
  • Por que as operadoras de celular do Brasil apresentam uma rentabilidade menor que as de outros países da América Latina? Maior extensão geográfica? Maior custo de aquisição de clientes? Carga tributária?
  • Como as operadoras de celular podem aumentar sua rentabilidade? Melhor reconhecimento da marca? Menor churn? Canais de distribuição alternativos como os propiciados pelos operadores móveis virtuais (MVNOs)?
  • Uma rentabilidade menor pode ser compensada por uma maior valorização das ações da empresa negociadas em bolsa? Até que ponto rentabilidade é uma prioridade dos acionistas no estágio atual do mercado brasileiro de celular?
  • Como a portabilidade numérica e a compra da BrT pela Oi afetam este cenário?

Comente!

Para enviar sua opinião para publicação como comentário a esta matéria para nosso site, clique aqui!

 

Nota: As informações expressadas nos artigos publicados nesta seção são de responsabilidade exclusiva do autor.

 

 

Workshop

 

 

Loading
CONSULTORIA TELECO

Inteligência em Telecom

Estudos e Base de Dados

Relatórios

Celular Brasil 2016

Telecom e Capex

Venda de Planilhas

Dados históricos do Mercado Brasileiro

Workshops

Internet das Coisas
27 de Junho

Market Update

Regulamentação

Mais Produtos

 
 

EVENTOS

Painel Telebrasil 2017

19 e 20 de setembro

Organizador: Telebrasil

A Jornada NFV e outras Inovações de monetização em infraestrutura Telco-Cloud

21 de setembro

Organizador: Telesemana/Teleco

Mais Eventos




LIVROS

 

 

 


Siga o Teleco

linkedin

 

...