Seção: Comentários Teleco

13/09/2008


O que muda em São Paulo com a aeiou?

 

 

 

A aeiou (Unicel) entrou oficialmente em operação comercial no dia 8/09/2008, na região metropolitana de São Paulo (Capital, Osasco, Guarulhos, Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema e adjacências), com o objetivo de conquistar 500 mil clientes no prazo de 1 ano.

 

Caso atinja esta meta a aeiou deve alcançar cerca de 2% de market share em Jul/09, Para tanto, terá de conquistar cerca de 42 mil celulares por mês, em um mercado que apresentou em média 285 mil celulares de adições líquidas mensais nos últimos 12 meses. Ou seja, caso o crescimento do celular não se acelere, a aeiou deverá conseguir um share de 14,6% das adições líquidas mensais.

 

A estratégia da aeiou para atingir esta meta está baseada na oferta de preços mais baratos para o minuto de uso e SMS.

 

Nota: celulares pré-pagos

 

 

Preço do Pré-pago (R$)

Intra-rede

(minuto)

Outra operadora

(minuto)

SMS intra
SMS outra
Vivo
1,29
1,49
0,36
0,36
Tim
1,36
1,36
0,39
0,39
Claro
1,39
1,39
0,30
0,30
Média (3 acima)
1,35
1,41
0,35
0,35
aeiou
0,14
0,63
0,07
0,14
Desconto em
relação à média
89,6%
55,4%
80,0%
60,0%

 

 

A "aeiou" está se apresentando como uma operadora de baixo custo, que não irá subsidiar terminais nem gastar vultosas somas em propaganda. Aposta que a sua proposta de preços mais baixos se dissemine em nichos de mercado através do boca a boca (marketing viral). Colocou um vídeo no Youtube para o seu lançamento (Veja o video de lançamento da aeiou).

 

É importante lembrar, no entanto, que a vantagem de preços da aeiou não é tão grande quando se consideram as promoções das operadoras. Por exemplo:

  • O preço do minuto intra-rede na Tim cai para R$ 0,12 na promoção em que para cada R$ 6 gastos em ligações ganha-se R$ 60 para chamadas intra-rede.
  • O preço do SMS na Claro cai para R$ 0,11 na compra de um pacote com 100 torpedos.

A aeiou será uma operadora de pequeno porte, com estratégia semelhante à adotada por operadoras móveis virtuais (MVNOs) que focam nichos de mercado obtendo uma redução no custo de aquisição de clientes. Não será, portanto um competidor do mesmo porte de Vivo, Claro e Tim.

 

A aeiou irá servir, no entanto, como um instrumento de pressão nos preços praticados por estas operadoras em São Paulo, historicamente os mais altos do país. Esta tendência deve se acirrar com a entrada em operação da Oi prevista para Out/08.

 

A Vivo perdeu 2,2 pontos percentuais de market share nos últimos 12 meses, em SP11, enquanto Claro e Tim estão praticamente empatadas na 2ª colocação. A tendência é de que com a entrada em operação da aeiou e da Oi, todas estas 3 operadoras percam market share.

 

 

O aumento da competição deverá acelerar o crescimento do celular em SP11, cujo índice tem acompanhado a média Brasil. SP 11 deverá ganhar posições no ranking de densidades. Em Jul/08, SP11 era a 11ª área local com 84,25 cel/100 hab., atrás de outras regiões metropolitanas como Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre e Rio de Janeiro.

 

Com a entrada em operação da Oi, a área metropolitana de São Paulo (SP11) será a primeira do Brasil a ter 5 operadoras, após muitos anos sendo a única, e maior, capital com apenas 3 concorrentes.

 

Diante deste quadro pergunta-se:

  • A aeiou vai atingir a meta de 500 mil celulares em 12 meses?
  • Quem irá perder mais com a entrada em operação da aeiou e da Oi em São Paulo?
  • Qual será a estratégia da Oi em São Paulo?
  • As operadoras atuais mudarão suas estratégias de crescimento? E no Natal?
  • O preço básico do minuto pré-pago mudará à partir da entrada da aeiou?
  • Qual o futuro do VU-M (Valor de Uso da Rede Móvel)?

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Comentário de Cleber Tavano

A aeiou entrou em São Paulo com uma operação deficiente em diversos pontos. Foi prometido uma leva de 10 mil chips em nome de um ‘beta teste’, e mesmo com a demanda pré-definida, foram incapazes de entregá-los no prazo prometido, e mais da metade dos cadastrados até o meio de setembro não havia recebido a linha prometida, eu sou um deles.

 

A operadora também se mostra deficiente na cobrança das tarifas, como a cobrança abusiva de R$ 0,14 a cada vez que se liga o celular, que envia uma mensagem de texto cobrada para um número de serviço. E a única solução dada até hoje é ‘não desligar o celular’, ou seja, eles estão ainda com problemas de billing.

O atendimento é também muito reduzido, e o acesso ao sistema de informações via telefone é mínimo, a maioria das solicitações tem que ser feitas via site.

 

A compra dos chips deve ser feita exclusivamente online, assim como as recargas, e o sistema só está disponível para correntistas de alguns bancos privados e usuários de cartão de crédito.

Esta forma de organização, vai limitar muito o campo de atuação da operadora, já que mesmo em São Paulo, onde a penetração dos serviços online pode ser mais ampla, a operadora terá que lidar com os medos naturais das operações online, e com a sua própria incompetência em entregar os chips no prazo determinado.

 

Acredito que num primeiro momento, a operação da aeiou não representa nenhum risco para as operadoras maiores, sendo restrita a sua adoção ao mercado de early-adopters, já que as limitações de área de cobertura (apenas em alguns lugares da grande SP), o método de recarga apenas via banco e os problemas decorrentes da operação comercial colocada às pressas no mercado vão limitar a sua adoção pelo grande público.

 

Mesmo sendo a meta de 500 mil usuários bastante discreta e factível de ser realizada até o final do ano, até o presente momento a aeiou tem menos de 15 mil usuários cadastrados, contando os mais de 5 mil que ainda não receberam suas linhas, e pelos problemas apresentados até agora, a operadora dificilmente conseguirá atingir sua meta até dezembro.

 

E a contar pelo marketing ‘boca a boca’, a aeiou coleciona críticas. A sua comunidade no Orkut reúne quase 100% de postagens negativas de seus usuários ou daqueles que ainda não conseguiram receber suas linhas.

Não tenho certeza se o brasileiro vai se acostumar com o parco orçamento para atendimento, cobertura e serviços da aeiou, em troca de uma tarifa menor, ou se vai preferir o modelo de negócios das outras operadoras, com preços maiores e melhores serviços.

 

 

Comentário de Juliano M. Souza

Gostaria de comentar que a região metropolitana de São Paulo não será a primeira a ter 5 operadoras concorrentes, pois Londrina já possui isso: Claro, TIM, VIVO, Sercomtel e Brt disputam o mercado por lá!

 

 

Comentário de Rafael da Costa

Teoricamente a região metropolitana de São Paulo não será a primeira a ter cinco operadoras de telefonia movel,pois a Belém já tem cinco(TIM, OI, VIVO, CLARO E AMAZONIA CEL.) e outras Capitais da região Norte também tem essa configuração.

 

 

Comentário de Ivone Nascimento

Infelizmenta a AEIOU começa não cumprindo com as promessas, como se trata de uma empresa nova no mercado podemos até entender alguns alguns problemas, porém o atraso na entrega dos chips beta e nos "vendidos", já que os 20,00 são repassados em créditos, a dificuldade de algumas pessoas na própria área de atuação em utilizar o celular e nenhuma solução sobre isso causa uma péssima primeira impressão, na comunidade AEIOU - UNICEL no orkut vemos várias reclamações de usuários, ou a maioria tentando ser porque não recebeu seu chip, sobre isso. Espero que a AEIOU se torne uma grande empresa de telefonia móvel, porque até o momento é aventureira com ótimas intenções.

 

 

Comentário de Mauro Carlos

Essa operadora já nasceu sem nenhuma credibilidade, entreguei minhas informações pessoais, para escolher um número, e receber um chip para Beta Teste (assim como milhares de pessoas), mas a empresa não cumpriu o que foi prometido publicamente. Estou entrando com ação de indenização por danos morais e propaganda enganosa, e acredito que muitos que foram prejudicados façam o mesmo.

 

Hoje uma empresa para sobreviver, tem que ter competência e credibilidade, coisas que a aeiou(UNICEL) estão provando não ter.

 

 

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