Seção: Comentários Teleco

05/12/08


A Tim Brasil será a chave para o crescimento da Telecom Italia no período de 2009 a 2011

 

O Board da Telecom Itália aprovou na primeira semana de Dez/08 o plano de negócios da Telecom Itália para o período 2009-2011.

 

O objetivo principal do plano, que coloca a Itália e o Brasil como os mercados chaves da operadora, é melhorar as receitas e margens da Telecom Itália, de modo a diminuir a sua dívida líquida (35,8 bilhões de euros em Set/08).

 

O mercado italiano será o gerador de caixa para o grupo apresentando margem EBITDA superior a 40%. Já o mercado brasileiro será o responsável pelo crescimento da receita, com taxas médias de 8% contra 0,2% na Itália.

 

 

Plano 2009 -2011
Telecom Italia
Itália
Brasil
Crescimento médio da Receita Líquida (CAGR*) 2008-2011
>2%
0,2%
~8%
Margem EBITDA (2011)
39%
46%
27,5%
CAPEX/receita (2011)
13,5%
13,5%
13,5%

*CAGR: Compound Annual Growth Rate é a taxa de crescimento anual média em um período de tempo especificado.

 

 

Este plano, na prática, descarta a possibilidade de vender a TIM Brasil (mais detalhes).

 

A Tim Brasil respondeu nos 9 primeiros meses de 2008 por 17,7% da receita e 9,8% do EBITDA da Telecom Italia. As metas estabelecidas para a operadora no período 2009 - 2011 são:

 

 

Tim Brasil
2008 E
2009
Plano
Receita Líquida
>7%
R$ ~15,3 bi
CAGR 2008-2011
~8%
EBITDA
23-23,5%
% da receita
R$ ~3,6 bi
~27,5%
% da receita 2011
CAPEX
R$ ~3,7 bi
R$ ~2,8 bi
~13,5%
% da receita 2011

 

 

Estas metas foram estabelecidas em R$ para resultados contabilizados segundo as normas contábeis IAS/IFRS (européias), que apresentam valores superiores aos obtidos utilizando as normas contábeis adotadas no Brasil.

 

A Tabela a seguir apresenta estas metas considerando as normas contábeis brasileiras.

 

 

Tim Brasil
2008 E
2009
Plano
Receita Líquida
>7%
R$ ~14,4 bi
CAGR 2008-2011
~8%
EBITDA
22-22,5%
% da receita
R$ ~3,3 bi
~27%
% da receita 2011
CAPEX
R$ ~3,3 bi
R$ ~2,3 bi
~12%
% da receita 2011

 

 

 

Apresenta-se a seguir comentários sobre estas metas.

 

Receita

 

A figura a seguir apresenta a projeção da receita líquida da Tim Brasil com as metas traçadas no plano considerando os padrões contábeis adotados na Europa (IFRS) e no Brasil.

 

 

 

 

A receita da Tim Brasil obtida utilizando o IFRS foi em média, nos últimos 7 trimestres, 6,8% maior que a obtida pelas normas contábeis brasileiras.

 

A meta de crescimento de receita da Tim é agressiva. A média de 8% projetada para o período 2008-2011 é maior que os 7% projetados para 2008, que projeta um bom resultado para o 4T08.

 

 

 

 

Para atingir este crescimento a Tim Brasil coloca como meta para 2011 um market share de celular de cerca de 24% com foco em clientes de alto valor, a defesa de sua posição como 2ª colocada em "revenue share" e a recuperação da liderança em "brand awareness" (marca).

 

Estabelece também as seguintes ações:

  • Crescer como operadora de telefonia fixa, atingindo a marca de 3 milhões de clientes em 2011.
  • Melhorar a qualidade de serviço
  • Recuperar a liderança em inovação
  • Uma abordagem centrada no cliente, investindo em CRM a atendimento seletivo.

 

EBITDA

 

A Tim espera uma evolução da margem EBITDA de 23% em 2008 para 27,5% em 2011 (IFRS).

 

 

 

 

Note-se que neste caso também existem diferenças conforme o padrão contábil adotado. O EBITDA da Tim Brasil obtido utilizando o IFRS foi em média, nos últimos 7 trimestres, 13% maior que a obtida pelas normas contábeis brasileiras. A margem EBITDA da Tim Brasil em 2007 foi de 24,2% pelo IFRS e de 23,1% com os padrões contábeis brasileiros.

 

Para atingir estes objetivos a Tim Brasil estabeleceu objetivos de melhoria de seus indicadores financeiros, como a inadimplência, de 6% em 2008 para 4% em 2011 e os custos comerciais, gerais, administrativos e de pessoal em relação à receita de serviços.

 

Pretende também reduzir custos estruturais, como os relativos com a sua rede de transporte para longa distância. As opções neste caso seriam parcerias, construir uma rede própria ou fazer aquisições. O interesse da Tim Brasil em adquirir a Intelig tem sido veiculado na imprensa.

 

 

CAPEX

 

Também nos investimentos (Capex) existem diferenças entre as duas normas contábeis como apresentado na figura a seguir.

 

 

 

 

No 2T08 estão incluídos R$ 1.240 milhões da aquisição de licenças 3G.

 

 

Em seu plano, a Telecom Italia estima um Capex de R$ 3,3 bi em 2008 (R$ 2,1 bi sem as licenças de 3G), R$ 2,3bilhões em 2009 e cerca de R$ 2,0 bilhões (12% da receita) em 2011, segundo as normas cotábeis brasileiras.

 

O plano coloca como ação um "ambicioso" plano de implantação da rede 3G com foco em cidades de alta concentração populacional.

 

 

Diante deste quadro pergunta-se:

  • A Tim Brasil superará a meta de crescimento de receita estabelecida pelo plano para o período 2009 - 2011?
  • A margem EBITDA de 27,5% estabelecida para 2011 pode ser considerada como tendência para o segmento de Celular? Este padrão de margem poderá ser atingido antes de 2011?
  • O investimento (CAPEX) planejado pela Tim, juntamente com os investimentos de suas competidoras, vai aumentar a competição na 3G de forma a fazer com que esta seja a solução para universalização da banda larga?
  • Pode-se esperar para 2009 um crescimento para o celular tão vigoroso como o de 2008? A banda larga móvel será a grande vedete?

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