Seção: Comentários Teleco

 26/04/2009


A crise foi a responsável pela queda nas adições líquidas do celular no 1T09?

 

O mês de março de 2009 mostrou pela primeira vez uma tendência clara de redução do ritmo de crescimento do celular no Brasil com adições líquidas de 1,3 milhões, 22,5% menores que as de Mar/08. Todas as operadoras apresentaram adições líquidas inferiores às apresentadas em Mar/08, exceto a Tim que havia sido a de menor crescimento em Mar/08 e nos meses de Jan/09 e Fev09.

 

 

 

 

A Tim apresentou comportamento atípico no trimestre tendo promovido uma limpeza de base em Fev/09 quando apresentou adições líquidas negativas de 823 mil celulares.

 

Os resultados de março consolidaram o 1º trimestre de 2009 (1T09) com Vivo, Claro e Tim apresentando adições líquidas inferiores às do 1T08.

 

 

 

 

 

A Oi/BrT foi a única a crescer em adições líquidas no trimestre, devido à entrada no mercado paulista, no qual não estava presente no 1T08. Sem São Paulo as adições líquidas da Oi/BrT teriam sido de 1,3 milhões no 1T09.

 

A crise pode ser apontada como uma das causas desta redução nas adições líquidas de celulares, tendo impactado também o preço dos telefones celulares com a alta do dólar. Será possível avaliar melhor o impacto no consumo dos serviços quando as operadoras divulgarem os resultados econômico financeiros para o 1T09.

 

Um outro fator para explicar esta redução no ritmo de crescimento é o fato do Brasil estar atingindo uma alta densidade de celulares, tendo terminado o trimestre com com 153,7 milhões de celulares e uma densidade de 80,56 cel/100 hab. (mais detalhes).

 

Estes dois fatores podem ter também contribuído para o crescimento da participação dos celulares pré-pagos no total Brasil. Esta participação foi de 81,09% em Set/08 para 81,61% em Mar/09.

 

É importante, no entanto, ressaltar que a tendência de queda nas adições líquidas é ainda suave. Apesar da queda de 37,2% no 1T09 em relação ao 1T08, elas superaram às do 1T07 e as adições líquidas acumuladas nos últimos 12 meses somam 27,8 milhões de celulares.

 

 

 

 

 

Diante deste cenário pergunta-se:

  • Pode-se atribuir à crise financeira global a queda no ritmo de crescimento do celular no Brasil?
  • Esta tendência de queda deve se acentuar durante o ano?
  • Quais serão as adições líquidas de celular em 2009 no Brasil?
  • A base de pré pagos tende a aumentar em relação à de pós pagos?

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