Seção: Comentários Teleco

 14/11/2009


O que muda no cenário competitivo brasileiro com a compra da GVT pela Vivendi

 

A Vivendi anunciou em 13/11/2009 a aquisição de 57,5% das ações da GVT, vencendo a disputa com a Telefonica pelo controle da operadora (mais detalhes).

 

Com esta aquisição, a Vivendi passa a ser o 5º grupo de grande porte a atuar no mercado brasileiro. A Vivendi tem o porte dos demais grupos internacionais que atuam no Brasil, com receita e dívida líquida semelhantes à do Grupo do empresário mexicano Carlos Slim (mais detalhes).

 

 

 

 

 

A GVT ainda possui uma participação pequena no mercado brasileiro de telecomunicações, com 1,8% da receita bruta, 3,5% dos telefones fixos e 5,4% dos acessos banda larga. A expectativa, no entanto é de que esta participação cresça em ritmo mais acelerado devido à maior capacidade de investimento da Vivendi.

 

 

Receita Bruta
R$ Milhões
Acessos (Milhares) 3T09
Jan-Set/09
3T09
Fixos
Celulares
B Larga
TV por assinatura
1 Telefonica/Vivo
34.197
11.411
11.333
48.847
2.578
508
2 Oi
34.023
11.597
21.479
34.818
4.142
62
3 Claro/Embratel/Net
27.160
9.461
6.338
42.278
2.790
3.645
4 Tim
13.369
4.651
-
39.600
-
-
5 GVT
1.994
724
1.477
-
604
-
- Outros
7.132
2.484
973
578
994
2.883
Total Brasil
117.874
40.328
41.630
166.121
11.108
7.098

 

 

A Vivendi deve ampliar a atuação da GVT para as áreas de celular e de TV por Assinatura. Ela controla o Canal+, empresa líder em canais de TV por Assinatura na França e, em parceria com a Vodafone, controla a SFR, 2ª operadora móvel e fixa da França. A Vivendi, juntamente com a Nextel, passa a ser uma forte candidata a aquisição da licença nacional de 3G que a Anatel deve licitar no ano que vem.

 

Neste novo cenário, perdem os 4 maiores grupos que atuam no mercado de telecom pois a competição aumenta com a entrada de um competidor de porte internacional forte em celular, banda larga, TV por Assinatura e Conteúdo, mas ganha o consumidor.

 

Entre eles, a Telefonica é a que mais perde, pois terá mais dificuldades em expandir sua atuação para fora do estado de São Paulo. A Telefonica teve um 3º trimestre difícil com a paralização de vendas do Speedy determinada pela Anatel. A Telefonica perdeu a 2ª colocação em acessos banda larga para a Net e foi superada pela Oi em receita bruta no trimestre.

 

Neste novo cenário os grupos devem acelerar suas estratégias de integração do fixo com o móvel de modo a facilitar a oferta de serviços convergentes. A Oi já fez esta integração e a Telefonica terá que superar a divisão acionária da Vivo com a Portugal Telecom se desejar seguir o caminho da integração. A situação é mais difícil para o grupo do empresário mexicano Carlos Slim que ainda mantém esta divisão a nível de grupo com a América Movil e a Telmex atuando de forma independente.

 

Uma outra variável neste cenário é o que vai acontecer com a Tim. Apesar da Telecom Italia ter descartado em seu planejamento uma venda da operadora no Brasil, esta opção pode voltar a ser considerada, tendo em vista o cenário competitivo no Brasil.

 

 

Diante deste quadro pergunta-se:

  • Ainda existe espaço para a Telefonica reagir e ficar com a GVT?
  • Se não, qual será a estratégia da Telefonica?
  • A Vivendi vai ampliar a atuação da GVT no Brasil? Irá disputar uma licença nacional de 3G?

  • A Vivendi irá atuar sozinha no Brasil ou em parceria com outras operadoras, como a Vodafone?
  • A compra da GVT pela Vivendi é positiva para o Brasil?
  • Quais seriam os candidatos para uma possível venda da Tim Brasil?

 

 

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Comentário de Marcus Borges

Acredito em uma nova configuração de 4 players, pois a tendência deverá ser uma parceria ou venda da TIM para o grupo Vivendi, consolidando esse novo grupo em relação aos outros três que estão bem distantes no momento nos 4 principais segmentos em telecomunicações.

 

 

Comentário de Antonio Carlos do Espirito Santo

Olá Eduardo! Em 1º lugar fico muito satisfeito com a compra da GVT pela Vivendi. É muito bom para o consumidor a entrada de uma grande empresa do porte da Vivendi. Faz toda a diferença ter um caixa robusto como o da Vivendi.

 

Existem dois cenários a médio ou longo prazo que podemos ver:


I - O crescimento da GVT com a estréia dela em outros serviços (Telefonia móvel, 3G, TV paga, etc..). Criando assim mais valor agregado. Mas como dito a Vivendi geralmente não atua sozinha criando um outro cenário que pode manter os 4 players existentes:

 

II - A entrada da Vodafone Eu acredito que todo esse interesse da vivendi no Brasil sustenta-se pelo apoio da Vodafone. Com o intuito de entrar no mercado Brasileiro. E se a Tim Brasil for vendida com certeza absoluta a Vodafone irá comprar. Feito isso ela terá capacidade de convergência de serviços Fixo-Móvel (tendência Mundial). Grato Um Grande abraço Fique com DEUS.

 

 

Comentário de Denivaldo Pereira

Não, Vivendi usou um contra golpe na Telefonica. Ir com tudo atrás da TIM já que está difícil comprar da Portugal Telecom sua fatia na VIVO. Com certeza, irá caso não entre em parceria ou compre a Tim.

 

A entrada da Vivendi no país é muito positiva pois não foi reduzido o número de competidores, e com esse negócio o Brasil se mostrou atrativo para grandes grupos tais como NTT DoCoMo, China Mobile e NEXTEL a disputar as licenças de 3G.

 

A Vivendi é um bom candidato a compra, mas Telefonica naturalmente ganha ou veta por ser acionista da Telecom Italia

 

 

Comentário de André Menezes

O cenário de venda da Tim, me parece cada dia mais próximo. A operadora esteve saindo aos poucos do cenário de competitividade com a operadora que disputa o segundo lugar, e após parecer estar entregue deu uma injeção de ânimo tanto em mídia quanto em promoções, e isso para nós que vivenciamos a evolução de telefonia no Brasil e no mundo parece-me um tiro no pé, pois, sebemos que a evolução está diretamente atrelada a evolução de tecnologia e atendimento próximo ao cliente e não um simples oba! oba! de promoções.

 

 

Comentário de Cesar Cardoso

Não acredito que a Telecom Italia vá vender a TIM Brasil; perder a operação brasileira, onde existe oportunidade de muito crescimento, equivale a cometer suicídio. (A mesma lógica pode ser aplicada à questão da venda da Telecom Argentina, em que a Telecom Italia tenta enrolar o regulador argentino o máximo que puder).

 

Então a configuração de 5 players - ou seriam 3 players de massa (Telefonica, Oi e Claro/Embratel/Net) e dois players de nicho (TIM como puro-sangue sem fio e GVT/Vivendi nas classes A e B)? - tem um bom tempo de estabilidade.

 

 

Comentário de Diego Estarque

Ainda antes de tentar comprar diretamente a TIM Brasil, imagino que a Vivendi partirá para cima da Nextel que tem um perfil em telefonia móvel semelhante a GVT, muito focado no nicho empresarial.

 

Mas vejo claramente num futuro mais distante como GVT+NEXTEL+TIM (ou VIVO sem a Telefônica, dependendo do arranjo societário)e, quem sabe, +CTBC (que ficará muito pequena pra atual sozinha e tem áreas 3G no rico triângulo mineiro que a TIM não tem).

 

 

Comentário de Lucas Santos

A venda da operação brasileira da TIM interessa a muitos grupos que aqui operam e de outros externos, a operação peruana da tim teve o mesmo trajeto que a brasileira esta percorrendo e acabou adquirida pela Claro, sobre a fusão GVT VIVENDI nós que trabalhamos nela estamos sentindo um novo ar de dinheiro em caixa. Bons serviços a GVT tem só lhe falta capacidade de investimento.

 

 

Comentário de Luiz Gomes

Trabalho em Telefonia Corporativa há mais de nove anos e posso afirmar, que na minha opinião, as fusões entre as principais Operadoras de Telefonia no Brasil são um caminho sem volta.

 

A GVT atualmente com a venda de 57% de suas ações para a Francesa VIVENDI, se tornou a mais promissora candidata a melhor Operadora de Telefonia do Brasil.

 

 

Comentário de Fabio Nunes

Eu vejo num futuro não tão próximo um cenário no Brasil somente com 2 gigantes operando no celular e uma delas será a CLARO que começou depois e já passou e mantém bons índices positivos de crecimento e mais com um feedback positivo de grande parte de clientes PF e PJ em pequenas e médias cidades onde outras reinaram soberanas durante anos.

 

 

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