Seção: Comentários Teleco

 13/12/2009


O futuro da Net e da Embratel

 

Quando a Embratel foi privatizada em 1998 a longa distância representava mais de 70% da sua receita bruta total, situação esta que se manteve até 2003.

 

A partir de 2004, os serviços locais começaram a ter uma participação significativa na receita da Embratel. Contribuiram para isto a aquisição da Vésper, da qual ela herdou o livre (solução de telefonia fixa wireless), e a parceria com a Net (solução VoIP).

 

Em 2009 (acumulado dos primeiros nove meses) os serviços locais já representavam 20% da receita bruta total da Embratel e a longa distância representava menos de 50% deste total (47%).

 

Nota: A receita bruta total da Embratel inclui também outros serviços (4,2% em 2009)

 

 

Em 2005 a Embratel adquiriu uma participação acionária na Net que beneficiou as duas empresas.

 

 

O NetFone via Embratel permitiu que a Net consolidasse a sua oferta tripleplay oferecendo TV por assinatura, banda larga e telefonia fixa em um mesmo pacote.

 

 Observa-se nos gráficos acima, que o crescimento de receita da Embratel se dá, principalmente, no serviço local.

 

 

 

No final do 3T09, 78% dos assinantes de TV por assinatura da Net possuíam banda larga e 69% telefone fixo. Note-se que na Oi apenas 19% dos assinantes de telefonia fixa possuíam também banda larga da Oi. Este percentual na Telefonica era de 23%.

 

Em 2010, com a aprovação do PL 29 e a liberalização dos serviços de TV por Assinatura, uma possível fusão da Net com a Embratel pode consolidar uma empresa em condições de disputar de igual para igual com a Oi e a Telefonica o mercado de banda larga, telefonia fixa e TV por Assinatura.

 

A Net possuía 51% doa assinantes de TV por assinatura no 3T09 e era a 2ª em banda larga atrás apenas da Oi. A Embratel por sua vez possui o maior backbone óptico do país e redes ópticas nas principais capitais. A rede formada com a união das duas empresas pode servir de base para a construção de uma rede moderna de banda larga em condições de oferecer pacotes triple play em todo o país.

 

A disputa em 2010 deve esquentar. Além da Oi e da Telefonica, a Embratel e a Net terão de enfrentar a concorrência da GVT. A Vivendi, nova controladora da GVT, tem forte presença na área de mídia e controla a principal empresa de TV por assinatura da França (Canal +).

 

 

Diante deste quadro pergunta-se:

  • Qual o futuro da Embratel e da Net?
  • A Embratel irá adquirir o controle da Net em 2010?
  • A compra da GVT pela Vivendi é uma ameaça para a Net e para a Embratel?
  • Que tecnologias serão fundamentais para o sucesso dessas empresas?

 

 

 

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Comentário de Eial Sztejnbeg

Na minha análise o grupo Telmex controlador das empresas Net, Embratel e Claro vem oferecendo serviço competitivos e uma boa opção aos usuários em termos de opção além da quebra do monopólio natural da OI.

 

Numa análise de custos me parece que a Embratel tem ofertas mais economicos na relação custo beneficio na telefonia fixa bem como no uso de banda larga, tendo um enorme espaço de crescimento ou de churn (migração da base da concorrencia).

 

Estudos mostram o declínio do usuário na telefonia fixa e creio que a empresa terá serviços adequados para ofertar segundo as tendências e demanda de mercado. Por fim é saudavel a competição portanto vejo com otimismo o futuro do grupo.

 

 

Comentário de Luciano Simoes Caetano

Uma opnião particular é que haja uma fusão em andamento entre a Embratel e a Net já que a parceria com o serviço Netfone está sendo um sucesso.

 

Creio que a Vivendi entrou no mercado com outros propósitos mas claro ira gerar um certo desconforto para a Embratel e Net, pois conta com uma significante capilaridade dos serviços de banda larga ofertados pela GVT.

 

A Embratel deveria focar mais no Wimax se tornando pioneira em tecnologia wireless no país, porém existe uma barreira política para regulamentar este tipo de serviço de banda larga. A Vivendi deve reformular os serviços prestados pela GVT e usar do marketing agressivo.

 

 

Comentário de Octavio Abreu Sampaio

A Net vai enfrentar a GVT como um novo concorrente nos grandes mercados ainda não atendidos pela mesma, especialmente os estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

 

Além disso, a Telefônica deve expandir sua cobertura e ofertas para enfrentar a GVT. A

 

Net provavelmente usara DOCSIS 3.0 para velocidades mais altas, a GVT usando DSL2 e VDSL como ja faz e a Telefonica acelerando uso de FTTH para classes A e B.

 

Aprovação do PL29 vai levar a uso de IPTV por Telefônica e GVT.

 

 

Comentário de Carlos Guitti

Para se consolidar, a Embratel e a Net deverão fazer uma melhor segmentação do mercado, identificando o perfil de uso dos seus clientes, utilizando para isso as informações de uso dos seus serviços, seja pelos seus próprios clientes, seja pela utilização da sua rede.

 

Basear as ofertas delas somente no legado, na capilaridade ou na rede herdada pode significar uma estagnação perigosa ou um enfraquecimento para enfrentar os concorrentes mais novos como GVT, por exemplo.

 

A Embratel assumir o controle da NET não ajudará em nada a estratégia, seja por problemas de governança, seja pelas grandes diferenças do estágio tecnológico das redes de ambas.

 

 

Comentário de Marcio Ferreira

Bem vejo essa fusão um pouco provável, e para a Net não vejo vantagem uma coisa e ser um cliente da Embratel, e outra e fazer parte de todo o corpo ser incorporada, ela tem muito a perder. A embratel sozinha sempre deixa a desejar em seu atendimento.

 

A GVT não terá capilaridade para competir de igual com a Net/Embratel. Vejo a GVT com agressividade no segmento empresarial com link de dados.

 

 

Comentário de Paulo Farias

A Embratel cresceu rápido de forma, que ficou internamente manipulada por seus funcionários, sendo que ganhou mercado esquecendo de organizar-se deixando nas mãos de funcionários que continuam trabalhando com o propósito de sabotar todos os setores, a fim de que permaneçam sem seus respectivos empregos e dando a impressão de que sempre estará precizando deles (6 dúzias de analistas), isso é uma vergonha!

 

 

Comentário de Francisco Assis

Nesta suposta "Guerra", quem ditará as regras será o consumidor, que hoje está cada vez mais seletivo nos serviços que contrata. As empresas que conseguirem unir um pacote de serviços de qualidade e que atenda a necessidade do consumidor (regionalizada), sairá na frente e irá consolidar sua força no mercado.

 

Importante lembrar, não se pode esquecer o pós-venda, pois nele é que se tem a fidelização do cliente, e hoje, poucas empresas conseguem essa qualidade.

 

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