Seção: Comentários Teleco

21/02/2010


Quais os entraves para o crescimento da banda larga no Brasil?

 

Banda Larga foi um dos temas mais debatidos no Brasil em 2009. Estabeleceu-se um consenso em relação à necessidade de se ampliar a quantidade de acessos e o Governo passou a preparar um "Plano Nacional de Banda Larga".

 

A banda larga móvel apresentou um forte crescimento em 2009 com adições líquidas de 3,9 milhões de acessos. Terminou o ano com 7 milhões de acessos e uma densidade de 3,6 acessos/100 hab., abaixo da média mundial de 9,5 acessos/100 hab..

 

Já a banda larga fixa, apresentou em 2009 um crescimento menor que nos anos anteriores com adições líquidas de 1,5 milhões de acessos.

 

 

 

Terminou 2009 com 11,5 milhões de acessos e uma densidade de 6,0 acessos/100 hab., abaixo da média mundial de 7,1 acessos/100 hab.

 

As principais operadoras de banda larga fixa do Brasil apresentaram em 2009 uma queda em suas adições líquidas.

 

 

Nota: As adições líquidas da Oi para 2009 foram estimadas pelo Teleco

 

O baixo crescimento da Telefonica pode ser atribuído, em parte, aos problemas com o Speedy que levou à paralisação das vendas pela Anatel e a adições líquidas negativas. Já a Net, que vinha liderando em adições líquidas há quase dois anos apresentou no 4T09 adições líquidas de 92 mil acessos e pode ter sido superada pela Oi no trimestre.

 

Quais os entraves para acelerar o crescimento da banda larga fixa no país?

 

As redes de banda larga fixa existentes no pais apresentam cobertura restrita e baixas velocidades. Enfrentam também problemas de capacidade pois o consumo de dados por usuário está crescendo explosivamente não só no Brasil como em todo o mundo. Este cenário, associado à pouca competição fora dos grandes centros, faz com que as operadoras se concentrem mais em atender os clientes atuais do que em oferecer promoções para aumentar a base de usuários.

 

Para mudar este cenário as operadoras precisariam investir massivamente na ampliação de suas redes de fibra óptica até mais próximo do cliente. Esta é a maneira de aumentar a velocidade das redes e diminuir o custo por bit, permitindo a vendas de pacotes de velocidade mais alta por preços acessíveis.

 

Veja, por exemplo, os preços praticados pela Cox, operadora de TV a cabo nos Estados Unidos e que possui uma moderna infraestrutura de banda larga.

 

 

Banda Larga Fixa na Cox
Velocidade
Preço mensal (R$)
20 Mbps
90
10 Mbps
72
1,5 Mbps
54
768 Kbps
36

 

 

O consumo médio mensal por usuário na Cox é de 8 Gbytes mas 1% dos usuários consomem mais de 200 GBytes por mês.

 

A banda larga móvel enfrenta o mesmo problema que a fixa para continuar crescendo. Terá que interligar a maior parte de suas ERBs com fibra óptica se quiser oferecer velocidades mais altas e atender a demanda com qualidade.

 

Diante deste quadro pergunta-se:

  • Qual será o crescimento da banda larga fixa e móvel em 2010?
  • Como acelerar o crescimento da banda larga no país?
  • O que o governo deveria fazer para estimular a construção de redes ópticas?

 

 

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Comentário de Luiz Augusto Borges

Diante de um ótimo 2009 em banda larga, acredito que esse crescimento vai ser neutralizado pela carência nos serviços, devido a um pouco trabalho de manutenção de rede ocasionando inchasso na rede e um declínio no serviço.

 

As operadoras devem aumentar sua rede, ter um trabalho de manutenção na base de clientes e bem que o governo deveria, nesse PLANO NACIONAL DA BANDA LARGA, propor incentivos fiscais, aumentando e melhorando assim suas redes.

 

 

Comentário de Fellippe Navega Ripoll

A aceleração do crescimento da banda larga dar-se-á, indubitavelmente, pelo investimento do governo em infraestrutura.

 

Além disso, fazem-se necessários estímulos fiscais para diminuição do preço para o consumidor final.

 

 

Comentário de Fabio da Silva Andre

A Banda Larga no Brasil ainda carece de melhor infraestrutura que disponibilize um volume de dados com maior qualidade, contudo as prestadoras de serviço devem criar condições e tarifas razoáveis para o usuário continuar com o serviço.

 

 

Comentário de Adalvânio Mendes Nóbrega

Concordo com o texto no ponto que exemplifica a cobertura restrita e de baixa velocidades, aliado a isso a má qualidade do serviço aos usuários existentes. E também em que as empresas precisem ampliar suas estruturas físicas, "o que acho bem dificil".

 

Agora, em relação aos valores cobrados, tenho uma idéia divergente. Os valores cobrados ainda são elevados mais bem inferiores ao cobrados em um passado recente.

 

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