Seção: Comentários Teleco

 30/05/2010


O que muda com a fusão da Claro com a Embratel?

 

A decisão do empresário mexicano Carlos Slim de promover a fusão de suas operações fixas e móveis na América Latina com a incorporação da Telmex Internacional (controladora da Embratel) pela América Móvil (controladora da Claro) tem como consequência a fusão da Claro com a Embratel no Brasil. Segundo notícias veiculadas na imprensa, o fato deve ocorrer em 2 meses (Jul/10).

 

A empresa resultante da fusão da Claro com a Embratel será a segunda operadora em receita do Brasil, atrás apenas da Oi.

 

Em um cenário de convergência de serviços e redes, a consolidação de operadoras fixas e móveis em uma operadora integrada é uma tendência mundial, pois:

  • Facilita a oferta integrada de serviços fixos e móveis.
  • Melhora a rentabilidade das operadoras com economias resultantes e a otimização de investimentos.

Esta integração permitiu, por exemplo, à Tim fazer em 2009 uma oferta, em seus planos Infinity e Liberty, em que chamadas locais e de longa distância para celulares da Tim (usando o 41) custam o mesmo preço. Com esta oferta a Tim passou a ser a operadora líder em minutos de longa distância do Brasil, superando a Embratel.

 

 

 

A regulamentação impede que a Claro seja uma operadora de longa distãncia, uma vez que a Embratel -que pertence ao mesmo grupo - já possui uma licença para este serviço. Assim, a receita das chamadas de celular para fora de uma área local (mesmo DDD) feitas por celulares da Claro vai para a operadora de longa distância que remunera a Claro com a tarifa de uso de rede. Isto dificulta ofertas como a feita pela Tim.

 

Outro exemplo de oferta integrada é o Oi conta total.

 

A banda larga é também um acelerador deste processo. Com a banda larga móvel as operadoras de celular estão tendo que utilizar redes de fibra no backhaul de transmissão que conecta suas ERBs, acelerando a convergência das redes de banda larga fixa e móvel. A oferta de pacotes onde estão incluídos a banda larga fixa e móvel é também uma tendência mundial. A Vodafone, por exemplo, está fazendo isto no Reino Unido e na Espanha.

 

Ou seja, da fusão da Claro com a Embratel deve nascer uma operadora mais eficiente e com condições de oferecer ofertas mais competitivas no mercado brasileiro. Esta nova empresa deve se tornar ainda mais forte quando a regulamentação permitir que ela incorpore a Net e ofereça também TV por Assinatura de forma integrada. O Projeto de Lei 29 (PL 29) em tramitação no Congresso retira a limitação ao capital estrangeiro nas operadoras de TV a cabo e acaba com as limitações para a oferta de licenças de TV por Assinatura no Brasil.

 

O movimento do empresário Carlos Slim, principal competidor da Telefonica na América Latina, coloca mais pressão nos esforços da Telefonica para promover uma fusão com a Vivo. A oferta feita este ano pela parte da Portugal Telecom na Vivo foi recusada, mas a Telefonica continua insistindo em buscar uma solução.

 

A compra da GVT pela Vivendi é um fator a mais a acelerar este processo de consolidação. A expectativa é de que a Vivendi aumente seus investimentos no Brasil e venha a atuar de forma integrada no futuro nos serviços fixos e móveis.

 

A Oi é o único grupo que possui uma operação integrada de todos os serviços, o que lhe dá uma vantagem em relação às demais, que, entretanto, pode ser apenas temporária dada a movimentação dos outros grupos.

 

Diante deste cenário pergunta-se:

  • A fusão da Claro com a Embratel pode aumentar a agressividade da operadora no mercado de celular?
  • A fusão da Vivo com a Telefonica vai acontecer em 2010?
  • Ou a Telefonica vai preferir vender a sua parte na Vivo e adquirir a Tim?
  • A Oi está aproveitando a vantagem de ser o único grupo com operação integrada de todos os serviços no mercado brasileiro?
  • Como a entrada da Vivendi no mercado afeta este quadro?

 

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