Seção: Comentários Teleco

04/09/2010


O setor de Telecom está diminuindo o seu ritmo de crescimento no Brasil ?

 

O PIB de Serviços de Informação, no qual a participação das operadoras de telefonia fixa e celular é maior que 60% (mais detalhes), cresceu 3,2% no último ano (2T09 - 2T10), menos que o PIB Brasil (5,4%). Isto não ocorria desde o 1T07.

 

O PIB de Serviços de Informação cresceu mais que o PIB Brasil no período de 1998-2003, acompanhou o crescimento entre 2004 e 2007 e voltou a superar o crescimento do PIB Brasil em 2008 e 2009.

 

 

 

Note-se que o crescimento anual do PIB de Serviços de Informação tem sido muito próximo do crescimento da receita brutas das operadoras de telefonia fixa e celular como apresentado na figura a seguir.

Nota: Crescimento dos últimos 4 trimestres em relação aos 4 trimestres anteriores.

 

Diante deste quadro se colocam as seguintes questões:

  • O setor de Telecom irá crescer menos que o PIB Brasil em 2010?
  • Caso isto ocorra, a exemplo do que aconteceu em 2006, o setor voltará a crescer mais que o PIB Brasil em 2011?

É difícil imaginar que o crescimento do PIB de Serviços de Informação supere o crescimento do PIB Brasil em 2010. Apesar de se notar uma recuperação no crescimento da receita bruta das operadoras no 2T10 (3,7%), não captado pelo crescimento do PIB de Serviços de Informação (3,2%), dificilmente o crescimento deste PIB atingirá as taxas de crescimento de 7 a 8% estimadas para o PIB Brasil em 2010.

 

Sendo assim, a questão passa a ser se, como ocorreu há quatro anos, o setor voltará a crescer mais que o Brasil no próximo ano.

 

O ano de 2006 foi marcado por reestruturações, limpeza de base e opção pelo GSM da Vivo e reajuste negativo das tarifas de telefonia fixa (mais detalhes). Isto afetou o crescimento da quantidade do total de acessos de serviços de Telecom em 2006, mas a taxa de crescimento dos acessos voltou a crescer em 2007, alavancando o crescimento das receitas.

 

Nota: Inclui Acessos Fixos, Celulares, TV por Assinatura e Banda Larga Fixa.

 

 

O cenário para 2011 é um pouco diferente:

  • Os acessos celulares, que representam 75% do total de acessos, devem apresentar uma taxa de crescimento menor em 2011, ao superarem uma densidade de mais de 1 acesso celular or habitante.
  • A competição está levando a uma queda na receita de voz.
  • O crescimento das receitas passa a depender da expansão de novos serviços, principalmente da banda larga fixa e móvel.

As últimas movimentações societárias apontam para uma reestruturações das operadoras para voltarem a crescer mais fortemente em Banda Larga em 2010. Este crescimento pode ser afetado, no entanto, se o antigo PL 29 (atual PL 116), que promoverá a liberalização da TV por Assinatura, não for aprovado este ano.

 

 

Diante deste quadro pergunta-se:

  • O setor de telecom vai aumentar seu ritmo de crescimento em 2011?
  • O PL 29 (atual PLC 116) será aprovado este ano? Qual o impacto nos investimentos das operadoras caso isto não ocorra?
  • Qual o impacto do PNBL e da Telebras neste cenário?

 

 

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Comentário de Noelma Azevêdo

O setor de Telecom já viveu momentos de glória e ainda vive. Os números são uma tradução desse resultado. O mercado, mesmo muito promissor, hoje carece de novas estratégias que fazem com que as empresas ofereçam aos clientes novos serviços ou os mesmos com preços menores e qualidade no mínimo igual. Isso é bom para o cliente.

 

Com essa saturação, emergem os serviços de banda larga, que tem um excelente mercado a ser desenvolvido e novos outros que podem ser incluídos nos pacotes de serviços, como também a TV por assinatura.

 

Já que hoje o grande desafio das empresas de telefonia celular é a fidelização do cliente evitando o churn, esses novos serviços, quando ofertados em conjunto aos antigos, são uma "garantia" desse cliente na base. Cabe a elas servir esse mercado com as melhores opções de serviços a preços mais acessíveis e a nós clientes, aguardar essas ofertas.

 

Talvez assim, esse setor consiga reduzir a desaceleração no ritmo do seu crescimento que até então, parece inevitável para 2011.

 

 

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