Seção: Comentários Teleco

04/09/2010


O celular é o responsável pela massificação do telefone no Brasil

 

Os dados da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (IBGE - PNAD 2009) mostram um quadro muito diferente do existente há onze anos, quando ocorreu a privatização e foi consolidado um novo marco regulatório para o setor de Telecom.

 

Em 1998, 32% dos domicílios brasileiros possuíam telefone, enquanto que em 2009 ele estava presente em 84,9% dos domicílios. Esta transformação está atingindo inclusive os municípios rurais. Em 2001, tinham telefone apenas 15,2% dos domicílios rurais, este percentual cresceu para 54,8% em 2009.

 

Ao contrário do que se imaginava em 1997, quando foi promulgada a Lei Geral de Telecomunicações (LGT), o grande responsável pela massificação do telefone no Brasil foi o celular e não o telefone fixo.

 

 

 

Em 2001, 31% dos domicílios possuíam celular e 51% telefone fixo. Este quadro se inverteu em 2004 e em 2009 78,5% dos domicílios brasileiros possuíam celular e 43,1% telefone fixo.

 

O celular tem sido a opção preferencial dos domicílios que possuem apenas um tipo de telefone.

 

 

De fato, entre os domicílios com renda inferior a 10 salários mínimos, 76,6% possuíam celular e 38,3% telefones fixos.

 

Este cenário comprova o esgotamento do modelo regulatório atual baseado em concessionárias e metas de universalização para a telefonia fixa.

 

O celular é o telefone popular do brasileiro e com sua chegada em 2010 a todos municípios com menos de 30 mil habitantes, as próximas pesquisas do IBGE devem mostrar uma penetração do celular ainda maior, inclusive na área rural.

 

Se o grande objetivo do marco regulatório atual era massificar os serviços de voz, a meta colocada para a reforma do marco regulatório brasileiro é a massificação do serviço de acesso banda larga à Internet.

 

 

Acesso à Internet

 

 

O Brasil ainda tem que vencer barreiras culturais, educacionais e econômicas para ampliar a quantidade de usuários de Internet no país.

 

Segundo dados do PNAD a quantidade de usuários de Internet no Brasil cresceu de 32,1 milhões em 2005 para 67,9 milhões em 2009, o que representa uma penetração de 43% no universo pesquisado (pessoas com mais de 10 anos). Esta penetração é maior entre os jovens de 15 a 19 anos.

 

 

 

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Outra barreira para o aumento da quantidade de domicílios com acesso à Internet é a existência do microcomputador no domicílio. O PNAD mostra que a penetração do acesso à Internet no domicílio cresce com o aumento da penetração do computador.

 

 

 

Os jovens têm superado esta barreira com a utilização de Lan Houses que oferecem uma forma de pagamento muito similar à do celular pré-pago.

 

Diante deste quadro pergunta-se:

  • O marco regulatório brasileiro deve ser revisto?
  • Como ampliar o acesso banda larga à Internet no Brasil?

 

 

 

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