Seção: Comentários Teleco

 30/04/2011


Qual será a estratégia da Oi para crescer em receita em 2011?

 

A receita bruta da Oi no primeiro trimestre de 2011 (1T11) foi 5,6% menor que a receita do 1T10. A queda ocorreu principalmente na receita de voz fixa (11,0% ou R$ 645 milhões).

 

 

A operadora não está conseguindo compensar a queda desta receita com o crescimento em outros segmentos. A única receita a apresentar crescimento significativo no período foi a de dados móvel (18,5%). A de voz móvel cresceu 1,5% e a de dados fixo não apresentou crescimento (0,0%).

 

A importância da receita de Voz fixa vem do fato dela representar 53,6% da receita da Oi (1T11).

 

 

 

Um dos fatores que está afetando a receita de voz fixa é a competição acirrada do celular, com promoções cada vez mais agressivas. As receitas de tráfego local (72% da receitaé VC1 Fixo-Móvel), longa distância e TUP da Oi apresentaram no 1T11 uma redução superior a 15% em relação ao 1T10.

 

 

Receita Bruta (R$ milhões)
1T11
Cresc. 1T11/1T10
Assinatura 2.642
-4,9%
Tráfego Local 1.237
-16,8%
Longa Distâcia 1.280
-17,5%
TUP 120
-27,2%
Interconexão 230
-3,7%
Serviços adicionais/0800 333
-4,3%
Receita de voz Fixa 5.841
-11,0%

 

 

Estes três segmentos (tráfego local, longa distância e TUP) somaram R$ 2,6 bilhões no 1T11, mais que os R$2,2 bilhões da receita de voz móvel, que cresceu apenas 1,5% no período.

 

Outro fator que está corroendo a receita de voz fixa da Oi é a queda na receita de assinatura (-4,9%) que representa 45% da receita de voz fixa.

 

 

 

A queda na receita de assinatura é diretamente proporcional à queda na quantidade de acessos individuais de telefones fixos em serviço (6,5% no 1T11/1T10).

 

 

A queda na quantidade de telefones fixos da Oi ocorre principalmente pela migração deste clientes para outras operadoras, atraídos por ofertas mais vantajosas em pacotes com a banda larga e /ou TV por Assinatura (GVT e Net) ou com mobilidade restrita ("Livre" da Embratel).

 

Apenas 22,6% dos clientes de telefonia fixa da Oi possuem também a banda larga fixa da Operadora. Na Net 75% dos clientes possuíam pacotes com os três serviços em 2010.

 

Para reter estes clientes a Oi precisará investir em redes de acesso banda larga baseadas em fibra, oferecendo pacotes competitivos em preço e velocidade de acesso.

 

A velocidade média da banda larga fixa Oi (Velox), era de 1,9 Mbps no 1T11. Entre seus 4,5 milhões de acessos, 14% possuíam velocidade igual ou superior a 4 Mbps (632 mil acessos). Isto é pouco quando comparado à GVT que possuía 1 milhão de acessos de banda larga fixa em 2010, todos com velocidade maior ou igual a 5 Mbps.

 

Além de reter seus clientes de telefonia fixa, a Oi precisa crescer em banda larga fixa e móvel para compensar a queda na receita de voz. Ela voltou a crescer em banda larga fixa no 1T11 com adições líquidas de 159 mil acessos, mas este incremento ainda é menor que o apresentado por Telefonica e Net nos últimos trimestres.

 

 

 

 

Em relação à banda larga móvel (3G), a Oi encerrou o 1T11 com 420 mil usuários de modem e 246 mil de pacote de dados no celular. O total de clientes cresceu 6,7% no trimestre, e 36,5% nos últimos 12 meses. Estes números ainda são pequenos para o potencial da operadora. Ela tem 6,2% de market share em terminais de dados e 3,5% em acessos via aparelhos 3G. Ocupa ainda a 4ª colocação em cobertura 3G (211 municípios atendidos) contra 1.353 mil da Vivo.

 

Se não conseguir inverter a tendência de queda da receita a Oi deve continuar a perder na rentabilidade. A margem EBITDA da operadora no 1T11 foi 28,6% e a margem EBIT 7,6%.

 

 

 

 

 

 

Diante deste quadro pergunta-se:

  • Qual será a estratégia da Oi em 2011?
  • Vai acelerar o crescimento em celular e banda larga?
  • Vai conseguir estancar a perda de telefones fixos em serviço?
  • Como inverter a tendência de queda na receita e melhorar a rentabilidade?
  • Qual será o papel da Portugal Telecom na definição da estratégia para 2011?

 

 

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