Seção: Comentários Teleco

04/06/2011


Competição leva a queda no preço do minuto do celular no Brasil

 

 

O preço pago para falar no celular se tornou o principal critério de escolha da operadora de celular entre os usuários com baixa utilização de serviços de dados, principalmente no pré-pago.

 

As quatro principais operadoras de celular do Brasil possuem cobertura nacional e a venda de aparelhos subsidiados deixou de ser praticada para o segmento pré-pago, com a obrigação de desbloqueio dos telefones celulares estabelecida pela Anatel.

 

Diante deste cenário promoções cada vez mais agressivas em serviços de voz se tornaram a principal arma para a conquista de novos clientes, o que provocou nos últimos 2 anos uma queda de 43% no preço médio do minuto efetivamente pago pelos usuários para as operadoras de celular.

 

 

Nota: Preço médio do minuto em R$ com impostos calculado dividindo-se o ARPU de voz pelo MOU. Difere do ARPM (average revenue per minute) que não inclui impostos.

 

Os efeitos desta guerra de preços podem ser ilustrados comparando-se o desempenho de Vivo e TIM.

 

 

Nota: Preço em R$ com impostos calculado dividindo-se o ARPU de voz pelo MOU.

 

 

O preço médio do minuto do celular da Vivo era menor que o da TIM no 1T10 o que lhe garantiu adições líquidas maiores. A partir do 3T10 a TIM passou a ter preços menores o que lhe garantiu uma vantagem em adições líquidas em relação a Vivo.

 

 

A TIM lançou o plano Infinity (R$ 0,25 por chamada TIM-TIM) e focou no mercado de voz. Já a Vivo preferiu ser menos agressiva no mercado de voz e investir em 3G para crescer no segmento pós-pago e em receita de dados.

 

De fato, na comparação do 1T11 com o 1T10, a base de celulares da TIM cresceu 24,7% e da Vivo 15,0%. Já a receita líquida de serviços da Vivo cresceu 14,7% e a da TIM 9,0%.

 

 

 

Este resultado se traduziu em uma queda de 13,3% no ARPU da TIM (1T11/1T10), enquanto o ARPU da Vivo cresceu 0,4%.

 

 

 

Os preços mais competitivos da TIM levaram a que no 1T11 os usuários falassem mais (MOU cresceu) gastando menos (ARPU menor).

 

 

Nota: Oi não divulga o MOU.

 

Uma comparação do preço médio do minuto da TIM com o da Claro ajuda também a entender por que a tendência é de que a Claro seja ultrapassada pela TIM em market share de celulares.

 

 

Nota: Para o cálculo do ARPU de voz da Claro adotou-se para a Claro a mesma participação na receita de dados na receita de serviços que a da TIM, pois a Claro não divulga este indicador.

 

Os planos agressivos lançados pela Claro no 1T11 não parecem ter sido assimilados pelos usuários de celular. O ARPU da Claro se manteve estável (R$ 18) e seu MOU caiu para 90 minutos, levando a um crescimento do preço médio por minuto do celular. Mantida esta tendência fica mais difícil para a Claro superar a TIM em adições líquidas.

 

 

Diante deste cenário pergunta-se:

  • A TIM vai ultrapassar a Claro em market share de celulares?
  • Até quando o preço médio do minuto do celular vai continuar caindo?
  • Dados superarão a voz como o principal motivo para escolher uma operadora de celular?
  • O preço do minuto de voz na rede celular tende ao preço do minuto na rede fixa?

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