Seção: Comentários Teleco

22/08/2011


Os desafios da Oi

 

No 1º trimestre de 2009 (1T09) a Oi passou a controlar a BrT, tornando-se a maior operadora de Telecom do Brasil. Esta aquisição aumentou, no entanto, seu endividamento. A dívida líquida da Oi atingiu R$ 21,9 bilhões no final de 2009, 2,4 vezes o valor do seu EBITDA.

 

 

 

 

Diante deste quadro, a Oi decidiu priorizar rentabilidade e não crescimento em 2010 (mais detalhes) reduzindo sua dívida líquida para R$ 18,7 bilhões no final do ano (1,8 vezes o EBITDA).

 

Com a capitalização promovida pela Portugal Telecom com a sua entrada no grupo de controle da Oi a dívida líquida caiu para R$ 14,4 bilhões no 1T11.

 

Este processo de redução da dívida e a fase de mudança organizacional decorrente da entrada da Portugal Telecom na Oi levaram a uma perda de market share da operadora neste período.

 

 

 

 

A perda de market share na telefonia fixa era esperada e acontece com operadores em posição semelhante à Oi em todo mundo. O desafio maior da Oi é recuperar o market share perdido neste período em banda larga e no celular.

 

Este quadro teve como consequência uma queda da receita da Oi no 1º semestre de 2011.

 

 

 

Terminada a fase de reorganização a Oi terá que voltar a crescer e isto exigirá um grande esforço por parte da operadora.

 

Na banda larga a Oi sofre a concorrência da Net e da GVT que possuem redes de acesso de alta velocidade baseadas em fibra, enquanto a maioria dos acessos da Oi são ADSL com baixa velocidade. A velocidade média da banda larga fixa da Oi no 2T11 era de 2,13 Mbps, sendo que 17% da base possuía velocidade superior ou igual a 5 Mbps. Na GVT, todos os acessos banda larga possuem velocidade superior a 5 Mbps.

 

A concorrência na banda larga deve se intensificar com a outorga de novas licenças de TV a cabo, liberadas pela aprovação do PLC 116 no congresso. A nova regulamentação da Anatel permitirá que todas as operadoras ofereçam pacotes com banda larga, TV a cabo e telefone fixo a partir de 2012. Este novo cenário exigirá pesados investimentos por parte da operadora. A Oi destinou 45% do seus investimentos no 1º semestre de 2011 (Capex) para o segmento de dados.

 

No celular a Oi precisa reverter principalmente a perda de market share na Região I, sua região de origem, onde de líder até o 1T10 caiu para a 3ª colocação e está ameaçada de ser ultrapassada pela 4ª colocada a Claro.

 

 

 

 

Para recuperar o market share no celular a Oi terá que aumentar seus investimentos na rede e em 3G. A Oi é a 4ª colocada em cobertura 3G com 212 municípios.

 

A Oi tem pela frente grandes desafios. Voltar a crescer em acessos, market share e receita, principalmente em celular e banda larga. Para isto, além de realizar os investimentos necessários, precisará mobilizar toda a sua equipe na busca de soluções inovadoras para superar estes desafios.

 

Diante deste quadro pergunta-se:

  • A Oi vai ganhar market share em celular e banda larga em 2011?
  • A receita da Oi vai crescer em 2011?
  • O que esperar da Oi em 2012?

 

 

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