Seção: Comentários Teleco

17/12/2011


Balanço (antecipado) de 2011: O desempenho do setor melhora ano a ano.

 

Por José Luis De Souza

 

O ano de 2011 foi melhor que 2010 para o setor de telecomunicações no Brasil, superando 2008 e deixando para trás a crise financeira mundial de 2009.

 

O celular apresentou um crescimento recorde e a Teleco estima adições líquidas de 40 milhões de celulares para 2011.

 

 

Nota: Os dados de 2011 são projeções do Teleco

 

O Brasil terminou novembro de 2011 com 236 milhões de celulares e adições líquidas no acumulado de Jan-Nov/11 de 33,1 milhões de celulares. As adições líquidas nos últimos 12 meses totalizaram 38,5 milhões de celulares. Como as adições líquidas mensais de 2011 têm superado as de 2010, o Teleco projeta para Dez/11 adições líquidas superiores às de Dez/10 (5,4 milhões).

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Banda larga fixa e TV por assinatura apresentaram também um recorde de adições líquidas em 2011.

 

 

 

O Brasil deve terminar 2011 com 42,8 milhões de telefones fixos com crescimento nas adições líquidas em relação a 2009 e 2010. As concessionárias perderam 1,3 milhões de acessos de telefonia fixa nos primeiros 11 meses do ano. Estes acessos migraram em sua maioria para os combos das autorizadas (Embratel/Net e GVT).

 

As adições líquidas de banda larga fixa cresceram, mas o Brasil ainda deve terminar 2011 com uma densidade inferior a 10 acessos de banda larga fixa por 100 habitantes. O crescimento maior ocorreu na banda larga móvel. O Brasil deve terminar 2011 com 38,1 milhões de acessos de banda larga móvel, equivalente a 19,5 acessos por 100 habitantes e adições líquidas de 17,4 milhões no ano,

 

O crescimento da TV por assinatura ocorreu principalmente no DTH (via satélite) com a SKY e Embratel. O DTH superou a TV a cabo e foi responsável por 85% das adições líquidas de TV por assinatura no ano.

 

Além do crescimento dos serviços merecem destaque em 2011:

  • A aprovação da nova lei de TV por Assinatura criando condições para liberalização das outorgas de TV a cabo.
  • A fusão da Vivo com a Telefônica.
  • A entrada da Portugal Telecom no grupo de controle da Oi.
  • A aquisição da AES Atimus pela TIM.
  • Os investimentos da Embratel em redes HFC.

Ficou para 2012 a consolidação do Grupo América Móvil com a fusão da Claro, Embratel e da Net, apesar das ofertas combinadas envolvendo os serviços das 3 operadoras.

 

No final de 2011 a Anatel autorizou a operação das primeiras MVNOs (Porto Seguro, Sermatel e Sisteer), mas a entrada no mercado ficou para 2012.

 

A competição no celular se acirrou levando a uma queda no preço médio do minuto. Uma oferta importante de algumas operadoras foi a equiparação do valor de chamadas locais com as de longa distância entre celulares da mesma operadora. No geral, o desempenho dos principais grupos do setor foi positivo em 2010:

  • A Vivo liderou o crescimento da cobertura 3G terminando o ano com 2 mil municípios cobertos. Teve um bom desempenho no segmento pós-pago conquistando cerca de 45% das adições líquidas deste segmento no ano. Destacou-se em relação às demais operadoras pelo crescimento da receita de dados.
  • A TIM liderou o crescimento do celular e superou a Claro, passando a ocupar a 2ª colocação em market share de celular.
  • No Grupo América Móvil a Claro repetiu em 2011 o desempenho mediano de 2010. Já Embratel e Net apresentaram bom desempenho durante o ano e ganharam market share em banda larga fixa e TV por Assinatura.
  • A Oi teve um ano de transição societária e organizacional e continuou apresentando baixo crescimento e perdendo market share nos principais serviços., mas com bom resultado econômico financeiro. 
  • Os novos entrantes, GVT, Nextel e Sky também tiveram um ano de ganho de market share e crescimento.

O Governo adotou uma estratégia mais aberta em relação ao Plano Nacional de Banda Larga, incluindo as operadoras. A Telebrás comercializou os primeiros acessos do seu backbone.

 

O ano de 2011 foi marcado ainda por um amadurecimento dos serviços de banda larga móvel e pelo crescimento do uso de smartphones e tablets, que se tornaram o objeto de desejo deste Natal.

 

Diante deste quadro pergunta-se:

  • O ano de 2011 foi bom para as telecomunicações no Brasil?
  • O que esperar de 2012?
  • O que muda no cenário competitivo em 2012?
  • A chegada das MVNOs vai agitar 2012? E o LTE?
  • Vamos terminar 2011 com 40 milhões de novos acessos móveis?

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