Seção: Comentários Teleco

28/09/2012


Por que o celular está crescendo menos em 2012?

O Brasil acumulou adições líquidas de 15,7 milhões de celulares nos oito primeiros meses do ano (Jan-Ago/12), quantidade 25,7% menor que a acumulada em igual período de 2011 (21,1 milhões).

 

Apesar das quatro principais operadoras de celular do Brasil terem apresentado uma redução nas suas adições líquidas, a queda maior ocorreu na Claro.

 

A TIM continua liderando em adições líquidas acumuladas no ano embora com uma quantidade 26,1% menor que a acumulada em igual período de 2011.

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As adições líquidas dos quatro primeiros meses de 2012 foram superiores às de 2011, mas elas começaram a cair após o mês de maio.

 

 

 

 

Os seguintes fatores têm sido apontados como causas para a queda nas adições líquidas:

  • O desaquecimento da economia.
  • A punição aplicada pela Anatel em julho
  • O alto churn (taxa de desligamentos).
  • A maturidade do mercado com uma densidade de mais de 130 cel/100 hab..

O desaquecimento da economia com um crescimento mais baixo do PIB e do consumo das famílias pode ter ajudo a reduzir o crescimento do celular, mas não parece ter sido o fator decisivo para esta queda. Note-se que em TV por Assinatura, por exemplo, as adições líquidas acumuladas de Jan-Ago/12 (2,4 milhões) superaram às de igual período de 2011 (1,9 milhões).

 

A suspensão das vendas de celulares de uma operadora de cada Unidade da Federação determinada pela Anatel contribuiu de forma decisiva para a queda nas adições líquidas observada em julho, mas não explica a redução nas adições líquidas nos meses anteriores.

 

O alto churn mensal, média de 3,8% no 2T12, tem contribuído para reduzir as adições líquidas. A competição acirrada das operadoras tem levado a uma troca constante de operadora ou mesmo de "chips" da própria operadora na busca pela melhor oferta. No 2T12 as adições líquidas caíram, mas as vendas (adições brutas) não (mais detalhes). Este processo leva também as operadoras a realizar limpezas de base em determinadas regiões, contribuindo para tornar as adições líquidas do mês negativas.

 

Com relação à alta densidade o mercado brasileiro pode estar realmente entrando em uma nova fase, com taxas de crescimento de um dígito, como ocorreu com Rússia e Argentina a partir de 2009.

 

 

 

 

Sejam quais forem as causas, mantidas as tendências dos últimos três meses, o Brasil deve apresentar em 2012 um crescimento próximo de 10% e adições líquidas de cerca de 25 milhões de celulares.

 

 

 

 

A queda nas adições líquidas foi maior no pré-pago. As adições líquidas de Jan-Ago/12 (11,5 milhões) foram 28,4% menores que as de igual período de 2011. TIM e Oi apresentaram as maiores reduções.

 

 

 

 

 

Mas as adições líquidas do pós-pago neste período (4,2 milhões) também apresentaram redução (-17,1%) em relação à 2011.

 

A Claro apresentou a maior redução nas adições líquidas de pós-pago, enquanto Oi e TIM apresentaram crescimento.

 

 

 

A queda nas adições líquidas não foi também uniforme em todo o Brasil. Entre as 67 áreas locais em que está dividido o Brasil, 16 apresentaram adições líquidas de Jan-Ago/12 maiores que as de Jan-Ago/11.

 

 

Adições Líquidas Jan-Ago

 

 

 

 

Diante deste quadro pergunta-se:

  • Por que o celular está crescendo menos no Brasil?
  • De quanto devem ser as adições líquidas de celulares em 2012?
  • O menor crescimento do celular é uma tendência definitiva? Por quê?
  • Como a entrada em operação da Nextel 3G pode afetar este quadro?
  • Como diminuir o churn?

 

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