Seção: Comentários Teleco

29/10/2012


O que muda na estratégia das operadoras com a diminuição da taxa de crescimento do celular no Brasil

 

por Eduardo Tude

 

O terceiro trimestre de 2012 (3T12) pode se tornar um divisor de águas para o mercado brasileiro de celular. O início de uma nova fase, com crescimento menor da base, o que deve levar as operadoras a rever suas estratégias.

 

As adições líquidas de 2,7 milhões de celulares do 3T12 foram as menores desde o 1T07. O crescimento do 1,07% é o menor, desde que a Anatel passou a publicar mensalmente estas informações.

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A queda no crescimento ocorreu principalmente no pré-pago, que apresentou adições líquidas de 947 mil celulares e crescimento de 0,5% no trimestre.

 

As quatro principais operadoras apresentaram no 3T12 adições líquidas bem inferiores às apresentas no 3T11.

 

 

 

 

O pós-pago, com adições líquidas de 1,8 milhões e crescimento de 3,8% no trimestre, apresentou melhor desempenho que o pré-pago, mas também está crescendo menos que em 2011.

 

A Oi tem feito a diferença neste segmento, disputando a liderança em adições líquidas com a Vivo, o que não ocorria em 2011. As demais operadoras apresentaram queda nas adições líquidas de pós-pago em relação ao 3T12.

 

 

 

 

 

É fato que a punição aplicada pela Anatel, com a suspensão das vendas de telefones celulares, colaborou para reduzir o crescimento do celular em julho. Mas o baixo crescimento continuou em agosto e setembro.

 

 

 

 

 

Enquete realizada pelo Teleco apontou a alta densidade como a principal causa da queda no crescimento do celular no Brasil em 2012.

 

 

 

 

Seja quais forem as causas, um cenário de crescimento mais baixo leva:

  • A uma consolidação do quadro de market share Brasil. Torna-se mais difícil ganhar market share e superar os competidores.
  • Necessidade de buscar novas formas de crescimento da receita. Este crescimento não pode continuar se baseando no crescimento da base e no ganho de market share. A combinação de baixo crescimento com queda dos preços de voz pode levar à queda na receita, como ocorreu em outros países. A Claro Brasil, por exemplo, reportou uma queda de 1,3% em sua receita do 3T12, quando comparada ao 3T11, acompanhada de uma queda no ARPU para R$ 15,0.

Diante deste cenário, a alternativa para as operadoras seria aumentar o foco no crescimento:

  • Da receita de dados, que nos Estados Unidos e na Europa já representam mais de 40% da receita de serviços das operadoras.
  • No Pós-pago, como já vem ocorrendo em 2012, principalmente na migração de pré para pós.
  • Nas áreas locais com maior potencial de crescimento. No 3T12, quatro áreas locais cresceram mais de 4% no trimestre, entre elas as que têm as seguintes cidades principais: Coari/AM (6,2%), Picos/PI (5,6%), João Pessoa (4,1%) e Santarém (4,0%).
  • Em MVNOs, que atendem nichos de mercado com custo de aquisição de clientes e churn menor.

Diante deste quadro pergunta-se:

  • De quanto devem ser as adições líquidas de celulares em 2012?
  • O menor crescimento do celular é uma tendência definitiva? Por quê?
  • Qual o impacto para as operadoras de uma taxa de crescimento menor do celular?
  • Por que o pós-pago está crescendo mais que o pré-pago?
  • Como a entrada em operação da Nextel 3G afeta este cenário? E o lançamento da 4G?

 

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