Seção: Comentários Teleco

29/12/2012


Balanço (antecipado): O desempenho do setor foi apenas regular em 2012

 

Depois de dois bons anos para o setor de Telecom no Brasil (2010 e 2011) o ano de 2012 foi considerado regular por 37% dos que responderam a enquete do Teleco e ruim/péssimo por 33%.

 

Contribuiu para esta avaliação a queda na taxa de crescimento do celular no Brasil que deve ficar abaixo de 10% em 2012.

 

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A queda nas adições líquidas de celulares ocorreu a partir de junho e principalmente no segmento pré-pago (mais detalhes).

 

O Brasil deve fechar 2012 com adições líquidas próximas dos 22 milhões de celulares de 2009.

 

Nota: Os dados de 2012 são projeções do Teleco

 

As vendas de telefones celulares no Brasil também apresentaram queda estimada de 20% em 2012, apesar do crescimento na venda de Smartphones.

.

Os resultados foram melhores no mundo fixo. A TV por Assinatura, Banda Larga Fixa e a Telefonia fixa apresentaram adições líquidas em 2012 superiores às do ano anterior.

 

 

 

 

Estes resultados poderiam ter sido melhores, não fosse o atraso na outorga das novas autorizações de TV por Assinatura (SeAC), o que acabou acontecendo apenas no final de 2012. A TV por Satélite (DTH) foi responsável por 85% das adições líquidas da TV por Assinatura em 2012.

 

A Banda Larga móvel foi o serviço que apresentou maior crescimento em 2012 (78%), com adições líquidas de 30 milhões de acessos.

 

 

 

 

Além do crescimento dos serviços merecem destaque em 2012:

  • O leilão de frequências de 2,5 GHz para 4G promovido pela Anatel.
  • A punição aplicada pela Anatel às operadoras de celular que colocou a melhoria da qualidade dos serviços como um dos temas mais quentes do ano.
  • O recorde de investimentos das operadoras que deve atingir um total de R$ 25 bilhões em 2012. Estes investimentos levaram a um crescimento de 14% no faturamento da indústria de Telecom no Brasil em 2012, segundo estimativas da Abinee.
  • A entrada em operação da primeira MVNO do Brasil (Porto Seguro).
  • O Plano Geral de Metas de Competição (PGMC), aprovado pela Anatel depois de discutir o tema por alguns anos.
  • O Plano Nacional de Banda Larga que avançou com a inclusão das operadoras, terminando o ano com mais de 1 milhão de clientes adotando o seu plano de serviço.

 

A competição no celular se manteve acirrada com os seguintes destaques para o desempenho dos principais grupos do setor:

  • A Telefônica adotou a marca Vivo para os serviços fixos e móveis. Terminou o ano atendendo com 3G a mais de 3 mil municípios e liderou o crescimento no pré-pago. Teve baixo crescimento em banda larga fixa e TV por Assinatura, em função do seu foco no crescimento através de sua rede FTTH.
  • No Grupo América Móvil, a Embratel incorporou a Net, mas ficou para 2013 uma possível fusão da Claro com a Embratel. Embratel e Net apresentaram bom desempenho durante o ano e a Claro repetiu o desempenho mediano dos anos anteriores.
  • Apos a troca de presidente, a Oi colocou em prática o seu novo plano estratégico e apresentou crescimento significativo no pós-pago.
  • A TIM liderou o crescimento do celular e se tornou a líder em market share de pré-pago. Lançou o seu serviço de banda larga fixa em São Paulo e no Rio de janeiro.
  • A GVT avançou em seu plano de expansão, lançando seu serviço de TV por Assinatura e terminando o ano atendendo a 137 municípios. Uma possível venda de seu controle pela Vivendi foi um dos temas quentes do ano.
  • Em dezembro, a Nextel deu início, embora de forma ainda tímida, a comercialização de seus planos 3G.
  • A Sky apresentou forte crescimento na TV por Assinatura e adquiriu frequências de 2,5 GHz para expandir sua operação de banda larga fixa wireless para outros DDDs além de Brasília.

 

Em suma, o ano de 2012 representou um ponto de inflexão para o mercado de celular, que atingiu uma densidade superior a 130 cel/100 hab. O amadurecimento deste mercado deve levar a taxas menores de crescimento nos próximos anos. Já os serviços fixos mantiveram uma trajetória de crescimento durante o ano.

 

Diante deste quadro pergunta-se:

  • O ano de 2012 foi bom para as telecomunicações no Brasil?
  • O que esperar de 2013?
  • O que muda no cenário competitivo em 2013? 4G? MVNO?
  • As operadoras manterão o nivel de investimentos de 2012?

  • A Vivendi vendera o controle da GVT?

 

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