Seção: Comentários Teleco

08/02/2013


O desempenho da TIM em 2012 e os desafios para 2013

 

 

A TIM enfrentou um ano difícil em 2012:

  • Em maio o seu presidente Luca Luciani se desligou da empresa.
  • Em julho teve as vendas suspensas em 19 estados onde, segundo a Anatel, apresentava mais problemas de qualidade que as demais operadoras.
  • Em novembro a Anatel proibiu a comercialização do Plano Infinity Day da TIM.

Mas a operadora soube superar estas adversidades:

  • Em maio, assumiu a liderança em market share de pré-pago.
  • Liderou o crescimento do Celular no ano com adições líquidas de 6,3 milhões.
  • Aumentou o seu market share do total de celulares de 26,5% em 2011 para 26,9% em 2012.
  • Apresentou um crescimento no ano de 9,8% na receita líquida, 7,6% no EBITDA e 13,4% no lucro líquido.

Apesar destes resultados expressivos, a TIM, a exemplo do que ocorreu com as demais operadoras, apresentou um crescimento menor em 2012.

 

 

 

Contribuiu para este crescimento menor um maior rigor no desligamento dos pré-pagos, principalmente no 4T12, o que elevou o churn e levou a um crescimento do MOU e do ARPU neste trimestre.

 

-
4T11
1T12
2T12
3T12
4T12
Churn mensal
3,9%
3,5%
4,0%
4,0%
4,3%
Minutos de uso (MOU)
132
126
127
139
150
ARPU (R$)
21,9
19,1
18,3
18,9
19,9

 

 

O crescimento menor da base foi acompanhado de um crescimento menor também da receita líquida que caiu de 18,2% em 2011 para 9,8% em 2012.

 

 

 

Este é um sinal de que o modelo baseado no crescimento da receita de voz está se esgotando e de que é importante investir no crescimento da receita de dados.

 

 

 

O Brasil vive o momento de expansão da banda larga (Fixa e Móvel) o que exige pesados investimentos por parte das operadoras.

 

A TIM investiu R$ 3,4 bilhões em 2012, o que representa 17,9% da sua receita líquida no ano e 67,2% de seu Capex. Além da banda larga móvel (3G e 4G), a TIM está investindo também na TIM Fiber ofertando banda larga fixa de alta velocidade nas regiões metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro, utilizando a rede adquirida da AES.

 

Neste cenário, a TIM inicia 2013 com um novo presidente que tem como desafio manter a TIM na trajetória de crescimento e inovação dos últimos anos.

 

As operações da Telecom Italia na América Latina (Brasil e Argentina) foram responsáveis pelo crescimento positivo (0,5%) da receita do Grupo. A receita na Italia apresentou queda de 3,7%. A receita na América Latina representa 38% da receita e 27% do EBITDA do Grupo.

 

O Grupo Telecom Italia está também conseguindo reduzir a sua dívida líquida, que era de 35,9 bilhões de euros em 2007 para 28,3 bilhões de euros em 2012.

 

 

Diante deste cenário pergunta-se:

  • O que muda na TIM com troca de seu presidente em 2013?
  • A TIM vai continuar liderando o crescimento do celular no Brasil em 2013?
  • Qual a estratégia de 4G da TIM?

 

 

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