Seção: Comentários Teleco

01/06/2013


A participação do Pré-pago vai voltar a crescer no Brasil?

 

A participação do pré-pago no total de celulares do Brasil caiu para 79,8% em abril de 2013, contra 81,8% um ano atrás.

 

 

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Esta queda na participação do pré-pago aconteceu devido à queda nas adições líquidas mensais neste segmento, que desde Jun/12 estão abaixo de 1 milhão.

 

 

 

Os ajustes promovidos pelas operadoras em suas bases de pré-pago têm impactado as adições líquidas neste segmento, que passa por uma fase de acomodação após um longo período de forte crescimento.

 

Desde Jul/12 é possível observar operadoras com adições líquidas negativas no mês, como apresentado a seguir.

 

 

 

Adições Líquidas mensais de Pré-pago

 

milhares mai/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 dez/12 jan/13 fev/13 mar/13 abr/13
Vivo 50 8 281 28 -0 -852 -516 -148 -556 -107 -202 -19
TIM 375 242 -368 530 112 -125 -19 656 167 32 449 65
Claro 831 405 126 79 207 448 313 696 221 403 98 -382
Oi 316 57 -319 67 202 260 380 -372 38 4 -129 138
Outras 4 14 15 -3 -7 -13 -0 4 22 34 34 31
Total 1.575 726 -266 700 514 -283 158 837 -107 366 250 -168

 

É possível encontrar sinais de ajuste de base em todas as operadoras:

  • A Vivo, que reduziu o tempo de desconexão de pré-pagos inativos de sua base para 50 dias, passou por um longo período de acomodação de sua base que parece estar chegando ao fim. Em abril as adições líquidas estavam perto de se tornarem positivas novamente (-19 mil).
  • A TIM apresentou adições líquidas negativas em Jul/12 (-368 mil), Out/12 (-125 mil) e Nov/12 (-19 mil). Em 2013 apresentou adições líquidas reduzidas em fevereiro (32 mil) e abril (65 mil).
  • A Claro, que liderou em adições líquidas de pré-pago nos últimos 12 meses, apresentou adições líquidas negativas em abril (-382 mil). O ajuste ocorreu principalmente em São Paulo com adições líquidas de -257 mil pré-pagos em Abr/13.
  • A Oi apresentou adições líquidas negativas em Jul/12 (-319 mil), Dez/12 (-372 mil) e Mar/13 (-129 mil).

Estes ajustes de base devem continuar a existir nos próximos meses, talvez com menos intensidade. Os ajustes tem um impacto positivo nos indicadores de ARPU, MOU (minutos de uso) e na redução do valor pago de taxas de fiscalização (FISTEL). Levam, no entanto, ao aumento do churn das operadoras.

 

O ajuste feito pela Claro em Abr/13, por exemplo, levará a um crescimento do seu churn no 2T13, mas deve contribuir para uma melhoria do seu ARPU e MOU.

 

Finalmente, a redução do crescimento do pré-pago não significa que este segmento esteja deixando de ser importante para as operadoras.

 

A receita de pré-pago da Claro, por exemplo, representou 23% de sua receita líquida de serviços em 2012. Esta participação é maior ainda considerando-se as receitas de interconexão referentes a este segmento.

 

 

 

 

 

 

Diante deste quadro pergunta-se:

  • A participação do pré-pago vai voltar a crescer no Brasil?
  • As operadoras deveriam adotar um critério uniforme de desligamento de pré-pago?
  • Qual a importância do pré-pago para as operadoras de celular no Brasil?

 

 

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