Seção: Comentários Teleco

07/07/2013


Um ano de baixo crescimento do celular no Brasil
Qual operadora está com a melhor estratégia?

 

O crescimento do celular em maio de 2013, com adições líquidas de 974 mil celulares (688 mil no pós-pago), está em linha com as tendências apresentadas nos 12 últimos meses.

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O celular entrou a partir de maio de 2012 em uma nova fase, com a taxa de crescimento mensal caindo para um patamar inferior a 0,4%.

 

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As adições líquidas acumuladas nos últimos 12 meses que em mai/12 eram 39,9 milhões caíram para 10,6 milhões em mai/13. A queda ocorreu nas adições líquidas de pré-pago (de 32 para 3 milhões).

As adições líquidas de pós-pago se mantiveram estáveis e passaram a superar as de pré-pago. A participação do pré-pago no total de celulares do Brasil, que era de 81,78% em mai/12 caiu para 79,65% em mai/13.

 

Apesar da queda nas adições líquidas de pré-pago acumuladas nos últimos 12 meses ter sido maior na Vivo (a operadora reduziu o prazo de desligamento de pré-pagos inativos para menos de 60 dias) ela ocorreu em todas as operadoras.

 

 

As adições líquidas de pré-pago de mai/13 apresentam um quadro semelhante ao observado nos últimos 12 meses. A TIM liderou com adições líquidas de 383 mil pré-pagos, seguida pela Claro (303 mil) e Oi (149 mil). A Vivo apresentou adições líquidas negativas (-560 mil).

 

TIM e Claro tem apresentado adições líquidas maiores no pré-pago, enquanto Vivo e Oi têm a maior parcela de suas adições líquidas no pós-pago.

 

 

A Vivo liderou em adições líquidas de pós-pago em mai/13 (383 mil), seguida pela TIM (180 mil) e Claro (129 mil). A Oi, ao contrário do que ocorreu nos últimos 12 meses, apresentou adições líquidas negativas neste segmento (-27 mil).

 

Estes resultados mostram um cenário de baixo crescimento do pré-pago, cerca de 2% ao ano, podendo variar se as operadoras decidirem introduzir mudanças em sua política de desligamento de pré-pago. Já o pós-pago deve continuar crescendo a taxas superiores a 15% ao ano.

 

As operadoras têm adotado estratégias diferentes para enfrentar esse novo cenário.

 

A Vivo e a Oi aumentaram o foco no pós-pago e têm crescido mais neste segmento do que no pré-pago.

 

A Vivo, em particular, optou por uma política de desligamento de pré-pagos mais restritiva, que implica em melhoria de indicadores operacionais (ARPU e MOU) e economias no pagamento de taxas de fiscalização, com a consequente perda nominal de market share nesse segmento e aumento do seu churn.

 

Já TIM e Claro optaram por continuar crescendo mais no pré-pago e desta forma ganhar market share no total de celulares no Brasil.

 

A estatística oficial da Anatel aponta para uma queda na diferença no total de celulares entre Vivo e TIM de 7 milhões (mai/12) 4 milhões em mai/13. Estes números são, no entanto, passiveis de questionamento pelo fato da TIM adotar um prazo maior para desligamento de pré-pagos inativos que a Vivo.

 

 

Diante deste quadro pergunta-se:

  • As tendências de baixo crescimento do pré-pago devem se manter pelos próximos 12 meses?
  • Qual operadora está com a melhor estratégia para esta nova fase do mercado brasileiro de celular?
  • Como a Nextel e MVNOs podem influenciar este quadro?
  • O Market Share perdeu a importância como indicador das operadoras?

 

 

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