Seção: Comentários Teleco

04/04/2014


O desempenho da Oi nos últimos cinco anos

 

 

A Oi se prepara para entrar em uma nova fase quando se completar o processo de fusão com a Portugal Telecom,

 

Faz parte deste processo um aumento de capital, que pode recolocar a operadora no rumo do crescimento, consolidando suas posições no mercado brasileiro de telecom.

 

Desde 2008, quando a Oi incorporou a Brasil Telecom, a operadora vem perdendo market share nos principais serviços de telecomunicações do Brasil.

 

 

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Market Share da Oi
2008
2009
2010
2011
2012
2013
Telefones Fixos
53,6%
51,3%
47,7%
44,1%
42,2%
39,0%
Banda Larga Fixa
38,2%
37,0%
31,6%
29,6%
28,5%
26,4%
Celular
19,9%
20,8%
19,4%
18,8%
18,8%
18,5%
TV por Assinatura
1,0%
3,3%
4,1%
2,8%
4,7%
4,6%
Total de acessos
26,9%
26,4%
23,9%
22,2%
21,7%
20,9%

 

 

A perda de market share foi maior na telefonia fixa, onde a quantidade de acessos da Oi diminuiu, mas ocorreu também no celular e na banda larga fixa, segmentos em que a Oi cresceu sua quantidade de acessos, embora menos que seus concorrentes.

 

 

 

Desta forma, a Oi não conseguiu crescer sua receita, que se manteve estável no período.

 

 

 

A sua margem EBITDA também e manteve estável.

 

Nota: A margem EBITDA de 2013 inclui a receita da venda da Globenet. A margem EBITDA de rotina da Oi em 2013 foi 26,7%.

 

 

Mas sua dívida líquida cresceu de 1,1 EBITDA em 2008 para 3,2 EBITDA em 2013.

 

 

 

O endividamento levou a uma redução dos investimentos da operadora entre 2009 e 2011, o que contribuiu para a perda de market share da operadora.

 

A Oi enfrenta forte concorrência da GVT e da Net nas principais cidades de sua área de concessão e precisa investir em sua rede de banda larga fixa de modo a oferecer velocidades mais altas. No final de 2013, 63,6% dos acessos banda larga fixa (SCM) da Oi possuíam velocidades menores que 2 Mbps, enquanto 99,6% dos acessos da GVT e 72,1% da Net possuíam velocidades maiores que 2 Mbps.

O mesmo ocorre em 3G/4G. A operadora atende a menos municípios que Vivo, Claro e TIM.

 

A Oi carrega ainda o peso das obrigações regulatórias que consomem recursos destinados a investimentos da Operadora e que implicam na manutenção de serviços deficitários como os TUPs (Orelhões). A receita líquida mensal por TUP da Oi caiu de R$ 43,7 em 2008 para R$ 4,00 em 2013.

 

Os investimentos da Oi voltaram a crescer em 2012 e 2013. Para 2014 a Oi planeja um Capex de R$ 5 bilhões, sendo R$ 3,13 bilhões para telefonia fixa, R$ 1,82 bilhões para telefonia móvel e R$ 48 milhões para outros.

 

Diante deste cenário pergunta-se:

  • A fusão da Oi com a Portugal Telecom irá recolocar a operadora no rumo do crescimento e consolidação de suas posições no mercado brasileiro de telecom?
  • Quanto a Oi terá que investir nos próximos 3 anos?
  • Como a revisão dos contratos de concessão da telefonia fixa influencia este quadro?
  • A ANATEL deveria rever as regras associadas aos TUPs?

 

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