Seção: Comentários Teleco

16/08/2014


O que muda com a venda da GVT?

 

 

A Vivendi, controladora da GVT, tem a sua disposição duas alternativas em relação à GVT:

  • Uma proposta da Telefônica/Vivo de aquisição da GVT por R$20,1 bilhões, sendo R$11,962 bilhões pagos à vista e o restante em ações da Telefônica/Vivo (Brasil). A Oferta é válida até 03 de setembro de 2014.
  • Uma fusão da GVT com a TIM em negociação com a Telecom Itália em que, em troca da GVT, a Vivendi receberia 20% do capital da Telecom Italia mais uma participação direta na operação brasileira, além de acordos comerciais para distribuição de conteúdo da Vivendi pela Telecom Italia.

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Este comentário analisa as modificações no cenário competitivo brasileiro caso alguma destas alternativas se torne realidade.

 

 

A Vivo acumulou no 1 º semestre de 2014 (2S14) uma receita líquida de R$ 17,2 bilhões, inferior à do Grupo América Móvil (Claro/Embratel/Net) no período (R$ 17,4 bilhões) . Caso ocorresse a aquisição da GVT, a receita líquida proforma da Vivo neste período passaria a ser de R$ 19,9 bilhões, garantindo para a Telefônica/Vivo a condição de maior Grupo de Telecom do Brasil por receita.

 

Caso ocorra uma fusão da TIM com a GVT, a receita líquida proforma da nova operadora passaria a ser de R$ 12,2 bilhões próxima a receita líquida da Oi neste período (R$ 13,8 bilhões).

 

Efeito semelhante ocorre em relação ao total de acessos (Móveis e Fixo).

 

 

 

Com a incorporação da GVT, a Vivo passaria a ter 103 milhões de acessos no 1S14, ultrapassando o Grupo América Móvil. Já uma fusão da TIM com a GVT levaria a formação de uma nova operadora com 82,9 milhões que se consolidaria na 3ª colocação no total de acessos, a frente da Oi.

 

Não existe impacto imediato no segmento móvel de uma possível venda da GVT, uma vez que ela atua apenas no segmento fixo, A rede de banda larga fixa da GVT pode, no entanto, ajudar a reforçar o backhaul das redes 3G/4G da Vivo e da TIM.

 

Uma possível fusão da TIM com a GVT apresenta também pouco impacto no quadro competitivo no segmento fixo (Telefonia fixa, Banda larga fixa e TV por Assinatura), uma vez que a TIM tem uma atuação reduzida neste segmento.

 

O impacto é maior no caso da Telefônica/Vivo adquirir a GVT. Note-se que a atuação efetiva da Vivo no segmento fixo tem se restringido ao estado de São Paulo. A aquisição da GVT ampliaria esta atuação para todo o Brasil.

 

Os ativos da GVT e da Telefônica/Vivo apresentam pouca superposição. Dos 154 municípios atendidos pela GVT, apenas 20 (13%) estão no estado de São Paulo. O estado responde por 8,7% dos acessos banda larga fixa e 14,6% dos de TV por Assinatura da GVT.

 

Com a aquisição da GVT a Vivo voltaria a ser a 2ª operadora de telefonia fixa do Brasil com 15,4 milhões de telefones fixos no 1S14, atrás apenas da Oi

 

 

 

 

 

Com esta aquisição, a Vivo passaria a ser também a 2ª operadora de banda larga fixa do Brasil com 6,7 milhões de acessos no 1S14, atrás apenas da Embratel/Net (7,0 milhões).

 

 

 

Na TV por Assinatura, a Vivo passaria a ocupar a 3ª colocação com 1,5 milhões de acessos, mas ainda distante dos líderes Embratel/Net e Sky.

 

 

 

 

Em suma:

  • A aquisição da GVT consolidaria a posição da Telefônica/Vivo como o maior grupo de telecom do Brasil (receita e acessos) e reforçaria a sua posição no segmento fixo, uma vez que, com a fusão, a Vivo passaria a atuar nos principais mercados do país e não apenas no estado de São Paulo.
  • Uma fusão da TIM com a GVT criaria uma operadora de maior porte, com atuação nos segmentos fixos e móvel, em condições de disputar com a Oi a condição de 3º maior grupo de telecom do país.

Diante deste cenário pergunta-se:

  • Para quem a Vivendi vai vender a GVT?
  • O que muda para a América Móvil e a Oi com a aquisição da GVT por um dos seus concorrentes?
  • Qual o impacto para a Nextel e Algar?
  • Que outro grupo poderia se interessar pela compra da GVT?

 

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