Seção: Comentários Teleco

02/01/2016


O que acompanhar em 2016

 

Depois de quatro anos seguidos de desempenhos considerados regulares para o setor de Telecom no Brasil (mais detalhes), a expectativa de 41% dos que responderam à enquete do Teleco é que 2016 seja também um ano regular para o setor. Para 31% o ano será ruim ou péssimo.

 

Este resultado reflete a falta de visibilidade em relação à crise política e econômica por que passa o país com forte impacto no setor. Este é sem dúvida o primeiro item a ser acompanhado em 2016.

 

Apresenta-se a seguir as demais tendências a serem acompanhadas no ano. A continuidade da transição de voz para dados deve ser o tema quente de 2016.

 

 

 

 

 

  • De Voz para Dados
  • Voz deixou de ser a principal receita das operadoras de telecom em 2015. As receitas de banda larga fixa/móvel e de TV por Assinatura superaram as de voz fixa/móvel.
  • A transição de voz para dados se acelerou no celular em 2016 com o uso intensivo de aplicativos de mensagem como o WhatsApp. A receita de dados deve superar a de voz móvel em 2016.
  • Este quadro justifica a continuidade dos investimentos na ampliação das redes banda larga fixa e móvel de alta velocidade.

 

  • Pré-pago encolhe
  • Os aplicativos de mensagem e a queda no valor da VUM pago para outras operadora, estão eliminando as diferenças entre as chamadas "on net" e "off net".
  • É o fim do chamado "efeito Clube" que estimulava a posse de mais de um "chip" de voz para falar mais barato com celulares de várias operadoras..
  • A consequência é o abandono do "2º chip" que levou a um encolhimento de cerca de 20 milhões na base de pré-pago em 2015. Esta tendência deve continuar em 2016.
  • O pós-pago deve continuar crescendo em 2016, beneficiando-se da migração de clientes do pré-pago para planos controle. Este crescimento será, no entanto influenciado pela crise econômica.

 

  • 4G deslancha
  • 4G está se consolidando como a tecnologia que oferece uma velocidade que atende as expectativas dos usuários. Terminou 2015 com mais de 20 milhões de celulares e disponível para 54% da população. Enquanto 3G começa a apresentar adições líquidas negativas, os celulares 4G devem continuar crescendo em 2016 e terminar o ano com cerca de 40 milhões de celulares.

 

  • Banda larga fixa mantém crescimento
  • A crise econômica reduziu a taxa de crescimento da banda larga fixa para 5-7%, mas os investimentos devem continuar e a velocidade média das conexões deve continuar crescendo.
  • Vale acompanhar a utilização de frequências adquiridas por pequenos provedores em 2.903 municípios na licitação da Anatel, para a oferta de banda larga fixa 4G.

 

  • Crise afeta TV por Assinatura
  • A TV por assinatura deve continuar sendo fortemente afetada pela crise em 2016, com a perda de assinantes de menor poder aquisitivo, principalmente no DTH (via satélite).
  • O consumo de vídeo deve continuar, no entanto, crescendo com as variadas opções de streaming.

 

  • Fusões e Aquisições em 2016
  • Oi
    • A Oi se coloca como a principal candidata a um processo de consolidação no país. Depende, no entanto, de definições em relação às suas obrigações como concessionária de telefonia fixa (bens reversíveis, PGMU) para que este processo se viabilize.
    • Enquanto estas questões não se resolvem, a Oi terá de continuar lidando em 2016 com um alto endividamento (cerca de R$ de 37 bilhões) e um baixo valor de mercado ( cerca de R$ 2 bilhões).

     

  • Outras operadoras
    • A AT&T pode vender a SKY Brasil em 2016. A Telefônica/Vivo já se posicionou como candidata.
    • A Nextel Brasil passou a ser a única operação de sua controladora NII. Ela deve passar por um processo de fusão ou aquisição no futuro, mas a possibilidade de que isto ocorra em 2016 é pequena.

     

  • Concessão de Telefonia Fixa
  • A revisão dos Contratos de Concessão, válida para o período 2016-2020, foi adiada para 2016 e deve acontecer sem grandes modificações.
  • O Ministério das Comunicações pretende revisar em 2016 o modelo regulatório, em especial os contratos de concessão de telefonia fixa.

 

  • Mais impostos
  • Com a crise econômica cai a arrecadação de ICMS dos estados e a solução mais fácil é aumentar a alíquota aplicável a serviços de telecomunicações. Em janeiro de 2016, oito estados irão aumentar as alíquotas existentes e em fevereiro mais dois.
  • O Governo Federal continua também avaliando o aumento do valor do Fistel. Por enquanto o aumento se limitou à contribuição dada ao Condecine.

 

  • Desligamento da TV analógica
  • As dificuldades encontradas no projeto piloto em Rio Verde apontam para uma revisão do cronograma e da metodologia proposta.
  • Dificilmente acontecerá em 2016 o desligamento da TV analógica previsto para Brasília, São Paulo, Belo Horizonte, Goiânia e Rio de Janeiro.

 

  • Internet das coisas (IoT)
  • Internet das coisas é um dos temas quentes no cenário internacional e está dando passos no Brasil. A Teleco está realizando um levantamento do estágio atual de IoT no Brasil com o patrocínio da Febratel.

 

 

Diante deste quadro pergunta-se:

  • O ano de 2016 será melhor para o setor de telecomunicações no Brasil?
  • A base pré-pago vai continuar encolhendo em 2016?
  • Terá sucesso em 2016 o cronograma de desligamento da TV analógica?
  • A TIM e a Oi irão anunciar a intenção de fundir suas operações?
  • Que surpresas podem ser esperadas para 2016?

 

 

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