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Seção: Geral 25/07/2008 |
Como Foi: Mobile Banking & Mobile Payment
Aconteceu durante os dias 23 e 24 de julho de 2008 em São Paulo o seminário Mobile Banking & Mobile Payment. Estiveram presentes executivos de altos cargos estratégicos de empresas como Microsoft, Bradesco, Master Card, Claro, Oi, Visa, Brasil Telecom, Banco do Brasil e Banco Central entre outros. Ao longo dos dois dias os palestrantes e participantes puderam compartilhar e debater experiências e perspectivas quanto a estes serviços no Brasil.
Segundo a realização do evento "Dentre os vários setores da economia que têm explorado as possibilidades oferecidas pela mobilidade, o financeiro em especial depara-se com uma ampla gama de questões envolvidas na oferta dos Serviços Financeiros Móveis (Mobile Banking e Mobile Payments)" e um dos objetivos foi discutir estes desafios e propor soluções e alterativas para que o modelo prospere no Brasil.
Atualmente o Brasil já oferece através dos seus principais bancos o acesso a alguns serviços bancários via celular, assim como empresas que já disponibilizam soluções de pagamento via celular, o objetivo agora é encontrar um modelo que possa favorecer não somente a classe já bancarizada, mas também a clase não-bancarizada, atuando, inclusive, no universo de micropagamentos.
Somente o Banco do Brasil dispunha em Fevereiro de 2008 de uma base de mais de 500.000 usuários realizando 3,6 milhões de transações mensalmente, o que já o qualifica como o case de maior sucesso de Mobile Banking no mundo.
Uma vez apresentados e familiarizados com conceito de realização de transações financeiras pelo celular, os usuários estão agora sendo expostos a diferentes serviços de pagamentos ora oferecidos pelas instituições financeiras, ora oferecidos por operadoras. Nesse momento entra em questão a regulamentação, uma operadora pode oferecer serviços financeiros?
Entre os temas mais discutidos estiveram a regulamentação, o modelo de negócios e algumas soluções que já estão no mercado como a da Redecard, Oi Paggo e serviços de alguns bancos. A princípio uma dificuldade grande é convencer os usuários que o ambiente mobile é tão ou mais seguro que o do internet banking convencional.
Outra dificuldade é encontrar um consenso de qual seria a melhor forma de oferecer estes serviços, WAP 2.0, aplicação embarcada no SIM card, SMS, qual será o custo disso de ponta a ponta, para o usuário, para a operadora e para o comerciante, é preciso equilibrar muito bem essa equação, além de focar sempre na rapidez e simplicidade do serviço.
O SMS, por exemplo, permite oferecer o serviço a 100% da base instalada já que todos os aparelhos possuem esta funcionalidade, por outro lado as mensagens ainda estão sujeitas a delays o que inviabiliza os pagamentos rápidos e levando em conta seu custo inviabilizaria, inclusive, os micropagamentos.
Com relação à segurança foi levantada uma possibilidade que traria muito mais confiabilidade ao processo, embarcar no SIM card um aplicativo que gere um certificado digital para validar as transações. A conclusão é que enquanto as empresas envolvidas no processo estiverem indo cada uma em uma direção a massificação estará longe, é preciso uma maior cooperação entre as partes, uma padronização de modelos e interoperabilidade entre as empresas, para tornar o serviço o mais completo e abrangente possível.


