Atualizado em:  11/04/2010

Qual a estratégia da Vivendi para o Brasil?

 

Ao apresentar os seus resultados de 2009 a Vivendi reafirmou a estratégia do grupo:

A GVT se encaixa perfeitamente na estratégia de alocação de capital da Vivendi:

A GVT é uma empresa com considerável potencial de crescimento. A Vivendi projeta para 2010 crescimento de 26% na receita líquida e de 30% no EBITDA ajustado. Espera ainda um crescimento de 25% no EBITDA em 2011.

 

 

Nota: O EBITA ajustado de 2009 não considera custos extraordinários de R$ 72,2 milhões devido da troca de controle no 4T09.

 

O crescimento continuado da GVT deve ser alavancado pela expansão geográfica, oferta de banda larga em alta velocidade e entrada no mercado de TV por Assinatura.

 

A GVT está presente em 84 cidades, sendo 75 na região II e 9 nas outras regiões. Fortaleza, Campina Grande e João Pessoa são as próximas cidades a serem atendidas, mas São Paulo é o grande mercado a ser atacado pela GVT (veja artigo).

 

 

Banda larga foi o serviço que apresentou maior crescimento de receita líquida em 2009 (56,7%). A GVT lançou em agosto de 2009 uma nova família de serviços de banda larga com velocidades de 3 a 100 Mbps a preços de R$ 49,90 poe 3Mbps e R$ 69,90 por 10 Mbps. No final de 2009, 39% da base de clientes da GVT já utilizava velocidades maiores ou iguais a 10 Mbps.

 

 

 

No 4T09, 71% das vendas de banda larga da GVT foram de velocidades maiores que 10 Mbps. A GVT conseguiu este resultado por ter uma rede de nova geração, que conta com 6 mil Km de rede local em fibra óptica (crescimento de 25,9% em 2009).

 

A oferta de IPTV utilizando sua rede de acesso banda larga de alta velocidade é o próximo passo da GVT, para tanto contará com a experiência da Vivendi, conforme ela afirma em seu relatório anual. As restrições existentes na lei da TV a cabo ainda impedem este movimento da GVT, mas devem ser retiradas com a aprovação do PL 29.

 

Se o caminho da GVT está claro, ainda é incerta a estratégia da Vivendi para a área de celular no Brasil. O presidente do grupo declarou ao Financial Times (Mar/10) que a empresa vai "observar de perto o que está acontecendo no cenário de telefonia celular para o caso de encontrar oportunidades".

 

Não existem muitas oportunidades para aquisições nesta área no Brasil. A grande oportunidade poderia ser a Tim, mas a Vivendi não está bem posicionada para esta aquisição devido à presença da Telefonica na Telecom Italia. A Vivendi não tem demonstrado também interesse em participar do leilão da Banda H que deve ser realizado este ano.

 

 

Diante deste quadro pergunta-se:

 

 

Comente!

Para enviar sua opinião para publicação como comentário a esta matéria para nosso site, clique aqui!

 

Nota: As informações expressadas nos artigos publicados nesta seção são de responsabilidade exclusiva do autor.

 

 

Comentário de Eder Tuler

Não há duvidas quanto ao potencial da Vivendi para o mercado Brasileiro. Ela vai esquentar as coisas para a Oi e a Telefonica. Na região 2, a Oi precisará agir rapidamente para conseguir impedir o avanço da Vivendi/GVT e entrando em São Paulo, a Telefonica precisará fazer o mesmo para não perder espaço.

 

Fica ainda a possibilidade dela participar sim do leilão da banda H, mesmo que não seja da H, há outras bandas que tamém serão leiloadas. Potencial ela tem, e quem vai sair ganhando é somos nós, usuários.

 

 

Comentário de Jonnathan Ferreira

Empresa com grande potencial, tem tudo pra dar certo!

 

 

EVENTOS

Mais Eventos